6 de julho de 2012

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ELEIÇÕES: três coligações iniciam campanha com problemas de duplicidade de partidos.

ELEIÇÕES: três coligações iniciam campanha com problemas de duplicidade de partidos
































A disputa pela Prefeitura de João Pessoa será entre sete candidatos que, juntos, apresentaram estimativa de gastos de aproximadamente R$ 26,7 milhões com a campanha eleitoral, que se inicia hoje. Eles estiveram ontem – último dia do prazo destinado ao registro -, no cartório da 64ª Zona Eleitoral, para registrar os candidaturas e oficializar as coligações partidárias com as quais concorrerão ao pleito do dia 7 de outubro.  

Quatro, dos sete candidatos se credenciaram à disputa majoritária na Capital, por meio de alianças partidárias, formando as seguintes coligações: “Unidos Por João Pessoa” - PT, PPS, PRB e PSC -, que tem Luciano Cartaxo, como candidato a prefeito, e Nonato Bandeira, a vice; “João Pessoa Tem Futuro” - PMDB, PTB, PR, PMN, PPL e PTC, –, tendo José Maranhão, como candidato a prefeito, e Tavinho Santos, a vice; “Por Amor a João Pessoa Sempre” - PSDB, PSC, PSDC, PHS, PSL, PRTB, PTdoB e PTN -, com Cícero Lucena, candidato a prefeito, e Ítalo Kumamoto, a vice; e a “João Pessoa Pra Seguir em Frente” – PSB, DEM, PDT, PRP, PTN, PV, PCdoB e PCB -, que tem Estelizabel Bezerra, como candidata a prefeita, e Efraim Filho, a vice.  

Registraram candidaturas em chapa partidária, a chamada puro sangue, os seguintes partidos: o PSOL, tendo Renan Palmeira como candidato a prefeito, e Ana Júlia Cardoso, a vice; o PSTU, encabeçada por Antonio Radical, e Marcelino Rodrigues, como vice, e o PCO, tendo Lourdes Sarmento como candidata a prefeita e Michel Costa, a vice. 

As coligações majoritárias ainda podem enfrentar problemas em relação à composição partidária, uma vez que alguns partidos, como é o caso do PTN e PSC aparecem em duas coligações distintas. O PSC, por exemplo, partido de Ítalo Kumamoto, registrado como vice de Cícero Lucena, aprece também como integrante da coligação majoritária encabeçada pelo PT. Além disso, houve o registro para chapa proporcional do PSC sozinho, composta por 30 candidatos a vereador, cujo registro foi apresentado por Rômulo Sares.

O PTN também aparece em duas coligações: a encabeçada pelo tucano Cícero e a da socialista Estelizabel. Na disputa proporcional houve o registro da coligação com o DEM, na chapa da coligação “João Pessoa Pra Seguir em Frente II”, que foi efetuado pelo vereador Bosquinho. Segundo ele, o Democratas e o PTN vão contar com 40 candidatos, dos quais 12 são mulheres e 28 homens.  

Grevistas barraram entrada no início da manhã 

Quando o primeiro candidato chegou ao Fórum Eleitoral para registrar sua candidatura, o movimento de greve dos funcionários da Justiça já dava sinais de que poderia movimentar o processo. Renan Palmeira (PSOL) apareceu por volta das 10h30, ao lado da vice Ana Júlia (PSOL) e fez questão de dar demonstrações de apoio ao grupo de cerca de 25 servidores que montavam guarda no local. 

As palavras de ordem não cessaram, mas garantindo a existência de um acordo, os manifestantes afirmaram não terem a intenção de impedir o registro das candidaturas. Segundo membros do movimento, o juiz da 64ª Zona Eleitoral, Fabiano Moura de Moura, teria concordado com o movimento, exigindo que apenas 30% do efetivo prestasse serviço.  Baseados no pacto, eles liberaram a entrada de Renan, que pode ser atendido pelos servidores não grevistas.  

O segundo a comparecer para dar entrada na documentação foi Cícero Lucena (PSDB), mas ele não teve a mesma sorte. Quando chegou, por volta das 11h45, o tucano encontrou o comando de greve em frente aos portões do Fórum, impedindo a passagem. A mudança de comportamento seria motivada por uma quebra do acordo. Segundo os líderes da movimentação, o juiz teria voltado atrás e cobrado que todos voltassem ao serviço.

O juiz Fabiano Moura de Moura se reuniu com representantes dos manifestantes. Sem concordar com o fechamento dos portões, ele exigiu que os servidores liberassem a entrada de todos os candidatos que chegassem ao local. “Garanto que será mantido o registro de todos os candidatos. Não tem acordo. Não fiz acordo com ninguém. O direito de greve é pessoal do servidor que quer participar. Aqueles que não querem, também possuem o direito de trabalhar”, declarou. A essa altura Cícero já tinha ido embora sem efetuar o registro. A tarde, os advogados voltaram e garantiram o registro do  tucano.

Luciano Cartaxo (PT) foi mais paciente. Chegando pouco depois de Cícero, ele ficou no local até o momento em que o juiz liberou a passagem. Vaiado pelos grevistas, que protestam diretamente contra o governo petista a nível nacional, ele também se declarou favorável ao movimento, o que foi transmitido em um discurso de apoio feito pelo coordenador de sua campanha, o deputado Anísio Maia (PT). Cartaxo acabou sendo o segundo candidato registrado na Capital, fechando a tramitação matinal no cartório. 

Os funcionários da Justiça estão em greve desde a última segunda-feira, quando foi aberto o prazo oficial para registro de candidatura. O movimento se estende por todo o país e tem como objetivo a busca de um aumento salarial. De acordo com os servidores, o vencimento da categoria está congelado há seis anos. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário, cerca de 400 funcionários da Justiça Eleitoral devem parar as suas atividades em todo o Estado. Todos os demais candidatos que compareceram à Zona Eleitoral, a tarde, também foram barrados, se solidarizaram com o movimento dos servidores, mas foram liberados.

Primeira disputa 

  O candidato Renan Palmeira (PSOL) abriu o processo de registros na Capital. Disputando pela primeira vez um cargo executivo, ele chegou ao Fórum acompanhado de sua vice, Ana Júlia, de coordenadores de campanha, como Avenzoar Arruda e de militantes do seu partido. Utilizando o “Socialismo assumido” como lema de campanha, o PSOL não fechou coligação com nenhum partido. O PSOL fixou em R$ 300 mil o orçamento para a disputa majoritária. No caso da chapa proporcional, cada um dos 17 vereadores deverá dispor de cerca de R$ 100 mil. “Não faremos uma campanha do poderio econômico, mas uma campanha simples. Vamos tentar focar nas redes sociais. Não temos interesse de poluir a cidade”.

  ‘Unidos por João Pessoa’

  A coligação “Unidos por João Pessoa” foi a segunda a registrar candidatura. Por volta do meio-dia, Luciano Cartaxo (PT) e Nonato Bandeira (PPS) chegaram à 64ª Zona Eleitoral acompanhados da militância e preparados para realizar o último ato que os separava do início da campanha pela Prefeitura. Entre os gastos de campanha divulgados até o momento, o petista declarou o mais alto: R$ 5 milhões. Outro fato marcante no registro da candidatura de Cartaxo foi a apresentação do PSC como membro da coligação majoritária. “O PSC está aliado ao PT e faz parte de nossa coligação”, garantiu o candidato, que não escondia a satisfação de ver sua chapa registrada. (AA)

Cícero conta com PSC 

  Tendo aparecido na Zona Eleitoral pela manhã, Cícero Lucena (PSDB) só conseguiu registrar a chapa por volta das 17h, por meio dos advogados José Ronald e Luiz Barros. Fechando seu orçamento de campanha em R$ 3 milhões e 245 mil, Cícero apresentou a coligação “Por amor a João Pessoa sempre”, que é formada pelos partidos: PSDB, PHS, PRTB, PSDC, PSL, PTdoB, PTN e PSC. “A maioria dos vereadores e do diretório optou pelo nome de Ítalo e eu acatei essa decisão pela importância do nome, pela história e pelo compromisso de Ítalo com a cidade”, afirmou Cícero. O caso do PTN também foi lembrado e Cícero também não pretende abrir mão do apoio da legenda.

  Na disputa 

  Os candidatos Antônio Radical e Marcelino Rodrigues, do PSTU, chegaram a 64ª Zona Eleitoral, às 16h, para fazer a entrega da documentação necessária para o registro de candidaturas. Além da majoritária, efetuaram o registro de apenas o nome da professora Severina dos Ramos, conhecida como Rama. De acordo com Radical, a candidatura do PSTU representa uma grande conquista para os trabalhadores. “Tentamos construir uma coligação,mas nos mantemos firma na disputa”, revelou Radical, informando ainda, que a previsão de gastos é de R$ 50 mil na campanha majoritária e cerca de R$ 25 mil com a proporcional.

Mais caro 

  O candidato José Maranhão, que chegou ao Fórum Eleitoral às 17h, acompanhado com o seu candidato a vice, Tavinho Santos, anunciou que sua campanha será marcada pela apresentação de propostas para os pessoenses ser mais feliz. Segundo ele, essa será o slogan da campanha que será difundida nas ruas da Capital a partir de hoje. “O que nós queremos é que a cidade de João Pessoa seja mais feliz, com mais desenvolvimento, com compromisso com o povo, com a sociedade e com mais progresso”, declarou. Maranhão declarou como limite de gastos para campanha R$ 10 milhões para chapa majoritária e R$ 300 mil para proporcionais dos partidos que lhe apoia.

  Veterana 

  Mais uma vez na disputa, Lourdes Sarmento chegou por volta das 18h, com o seu candidato a vice Michel Costa. Tendo apenas um candidato a vereador, Camilo Duarte. Segundo a professora, o registro de sua candidatura, representa não só a luta das mulheres, mas dos trabalhadores da cidade e do campo, contra o domínio burguês e capitalista.  “Com o nosso registro começa a mobilização dos trabalhadores para lutar e fazer uma transformação em João Pessoa”, argumentou Lourdes Sarmento, que também vai gastar R$ 50 mil com a disputa majoritária e R$ 20 mil para vereador.

Expectativa 

  Já a candidata Estelizabel Bezerra chegou ao cartório eleitoral por volta das 18h10 acompanhada do candidato a vice-prefeito, Efraim Filho, e do presidente do diretório municipal, Ronaldo Barbosa, além de militantes. Segundo ela o registro de candidatura é uma etapa de fundamental importância para legitimar os candidatos ao processo eleitoral. “A partir deste momento estamos legitimados para andar dia e de noite em João Pessoa, dialogar  com a população e apresentar nossas propostas na condição de candidata”, declarou a socialista, que declarou como previsão de gastos para campanha R$ 8 milhões, na disputa majoritária, e R$ 4,5 milhões na disputa proporcional (150 candidatos).  



Candidatos podem realizar comícios e divulgar campanha em meios impressos e internet.









A partir de hoje os candidatos a prefeito, vice e vereadores estão liberados pela Justiça a realizarem propaganda eleitoral, com carros de som, veículos impressos e até mesmo comícios. De acordo com o juiz eleitoral de Propaganda de Rua, Eduardo José Carvalho Soares, uma equipe intersetorial formada por uma viatura da Polícia Militar e agentes da Sudema, Secretaria de Meio Ambiente (Semam) e Detran, estarão fiscalizando denúncias de propaganda irregular e poderão aplicar multas que chegam aos R$ 25 mil.

Segundo a Lei 9.504/1997, a ‘Lei das Eleições’, os partidos podem fazer propaganda, das 8h às 22h, em alto-falantes ou amplificadores de som, nas suas sedes ou em veículos e também promover comícios e utilizar aparelhagem de sonorização fixa e fazer comícios, das 8h às 24h. 

“Pela legislação, a partir desta sexta-feira tudo que não for proibido é permitido. A restrição é que não pode ter outdoor, fixação de cartazes em postes e vias públicas, propaganda que calunie os demais candidatos”, afirmou o juiz. Segundo ele, através do telefone 3512-1043, a população poderá fazer denúncias de propaganda ilegal, compras de voto, doações de brindes e benefícios.

“A propaganda é um ato legal, permitido por lei, então o que a gente vai impedir é o que infringir ou extrapolar. Não tem como sermos onipresentes em todos os pontos da cidade, então temos que contar com a população e até mesmo com os partidos, já que uns denunciam o que veem de errado nos outros”, explicou.

O juiz eleitoral disse ainda que já acionou as polícias Civil e Militar para explicar o que é permitido e o que não é para que eles também possam fiscalizar. “Além disso, a 76ª Zona Eleitoral, em João Pessoa, estará com uma equipe em uma viatura da polícia com um oficial e dois subordinados e agentes da Semam, Sudema e Detran para tomar as providências em casos de denúncias”, afirmou.  

A penalidade, segundo José Eduardo, “se comprovada a denúncia é a aplicação de multa que varia de R$ 5 mil a R$ 25 mil e em casos de reincidência, pode ser o valor dobrado. Já em casos de compra de voto, é aberto um inquérito judicial eleitoral”, disse.  

Já o juiz da Propaganda Eleitoral de Mídia, Inácio Jairo Queiroz, afirmou que está liberada a propaganda em veículos de imprensa escrita até a ante-véspera das eleições, mensagens eletrônicas e na internet. “A propaganda em jornal também poderá ser reproduzida na internet no sítio do próprio jornal. A propaganda na internet está liberada desde que seja em site registrado em nome do candidato e comunicado à Justiça Eleitoral”, disse.  

Na internet, fica vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda paga. A propaganda em televisão e rádio só terá início no dia 21 de agosto (45 dias antes das eleições). As multas em caso de propaganda irregular na mídia são as mesmas das propagandas de rua.  

Esta sexta-feira também é a data na qual independentemente do critério de prioridade, os serviços telefônicos oficiais ou concedidos farão instalar, nas sedes dos diretórios devidamente registrados, telefones necessários, mediante requerimento do respectivo presidente e pagamento das taxas devidas.  


Multa para candidatos pode chegar a R$ 30 mil…

A partir desta sexta-feira (6) está liberada a propaganda eleitoral para o pleito de outubro. A legislação autoriza o uso de alto-falantes ou amplificadores de som em vias públicas, a realização de comícios e a veiculação de propaganda eleitoral na Internet. Porém é vedada qualquer tipo de propaganda paga. A multa para quem desobedecer varia de R$ 5 mil a R$ 30 mil e pode dobrar em casos de reincidência.
A informação é do juiz da 1º Zona Eleitoral, que irá representar a propaganda eleitoral via internet, Inácio Jairo Queiroz de Albuquerque. O juiz acrescentou que fica liberada a propaganda na mídia (especificamente na mídia imprensa) e nas redes sociais, mas destacou que gerenciar os espaços será um grande desafio para a Justiça Eleitoral. “A legislação a esse respeito ainda carece de certo aperfeiçoamento”, avaliou.
Mesmo assim, Jairo Queiroz comentou sobre as orientações que estão sendo passadas aos candidatos sobre as permissões. “Está permitida campanha em sítios, endereços eletrônicos, desde que informada à Justiça Eleitoral e que a hospedagem seja direta ou indiretamente em servidor de internet estabelecido no país”. A mesma orientação vale para os partidos políticos.
Também está permitida a mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partidos ou coligação. Outra orientação passada para candidatos e cidadãos, é sobre a comunicação à Justiça Eleitoral de qualquer abuso envolvendo o processo eleitoral. Para os candidatos estão liberados os domínios can.br e com.br.

Justiça afasta prefeitos de Sapé, Solânea e Alhandra…

O desembargador Joás de Brito Filho atendeu ao pedido do Ministério Público Estadual e determinou hoje o afastamento dos prefeitos de Sapé (João da Utilar), Solânea (Dr. Chiquinho) e Alhandra (Renato Mendes) dos cargos. Os três foram presos na semana passada sob acusação de envolvimento em um esquema que desviou R$ 65 milhões em verbas públicas federais, estaduais e municipais através de fraudes em contratos para a realização de eventos e festas. De acordo com a medida cautelar, o afastamento dos prefeitos deve durar até o final do processo instaurado depois da deflagração da Operação Pão e Circo, realizada na última quinta-feira, 28.
Além dos prefeitos, a decisão também prevê o afastamento dos 25 servidores públicos apontados como participantes do esquema. As empresas suspeitas de favorecimento nos contratos também estão impedidas de contratar com as prefeituras investigadas.
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região determinou na semana passada a suspensão do repasse de recursos federais do Ministério do Turismo para 13 prefeituras paraibanas, onde foi constatado o esquema de desvio do dinheiro público.
As prefeituras envolvidas são: Mamanguape, Sapé, Solânea, Santa Rita, Itapororoca, Conde, Jacaraú, Mulungu, Boa Ventura, Capim, Cuité de Mamanguape, Cabedelo, Alhandra. As irregularidades também foram constatadas na Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), a Capital. As investigações apontaram direcionamento nos processos de licitação para contratar empresa responsável pelo show pirotécnico do último Réveillon, em João Pessoa, por exemplo.

E por que RC demite como ´ditador´ e Agra como ´estrategista´?

O prefeito Luciano Agra (Sem Partido) já passou a guilhotina em, pelo menos, 13 auxiliares do primeiro e segundo escalão. Depois de demitir Lau Siqueira (Desenvolvimento Humano) pelo Twitter, hoje promoveu mais um mandado de “despejo”, colocando pra fora Sandro Targino (Guarda Municipal), Francisco Linhares (Turismo), Emerson Fernandes (Procon-JP).
Tudo porque esses secretários se negavam a se engajar no projeto político de Luciano Cartaxo, candidato a prefeito pelo PT com apoio de Agra. Está errado o prefeito em fazer isso? Em querer trabalhar apenas com quem está afinado com o projeto administrativo e político dele? Claro que não. Está certíssimo.
O problema está na demagogia. Agra demite todo mundo que não vota como ele quer e não é chamado de ditador, perseguidor e autoritário. Uma pecha que os aliados do prefeito só tendem a transferir para o governador Ricardo Coutinho.
Ricardo tira aliados de Bira do Estado e é chamado de intransigente. Agra tira aliados de Zezinho do Botafogo da prefeitura é chamado de estrategista?
A velha máxima dos dois pesos e duas medidas.
É como se Agra tivesse licença poética pra obrigar seus auxiliares a votarem e a fazerem politicamente o que ele quer. E não permitisse que Ricardo também a tenha.
Qual a diferença do autoritarismo das ações de Agra para as de Ricardo?
Vê-se de pronto que com o mesmo discurso deveria caber para os dois. Ou para dizer que ambos estão certos. Ou que ambos estão errados. Neste ponto, Agra e Ricardo ainda dividem as mesmas práticas.

Ditadura eleitoral: hora de tirar as mordaças da gaveta e curvar-se…

E vai começar oficialmente o processo eleitoral de 2012, uma verdadeira festa da democracia. Um paraíso para o jornalismo político, certo?! Errado. É um inferno. Paraxodalmente, o pior momento pra quem faz análise, interpretação e leituras acerca dos movimentos políticos. E olhe que deveria ser o período de mais fértil produção. É que, em razão da rigidez da legislação, quase tudo passa a ser crime, passível de pesadas multas. Quiçá até pensar seja crime, nestes tempos.
E não me venha dizer que basta ser imparcial. Não se trata disso. Criticar ou elogiar (desde que sem bases mentirosas) não pode ser uma imposição legal. Um elogio não pode incluir todo mundo. Como também não pode uma crítica. Mas a lei, em época eleitoral, exige que você dê uma opinião igual pra todos. É você achar bonito o jingle da campanha de um candidato e, pela frieza da lei, ser obrigado a dizer que todos os demais jingles dos demais candidatos são bonitos. Mesmo não sendo.
Absurdo. Mas é a isso a que estão vulneráveis o colunista político, o radialista e até o ouvinte dos programas nestes tempos de ditadura eleitoral.
Claro que é louvável e extremamente necessário que se coloquem algumas regras pra coibir abusos favoráveis ou desfavoráveis a este ou aquele candidato preservando o tal “equilíbrio do pleito”. O problema é que a legislação aplica a mordaça na imprensa, mas mantém outras aberrações que assassinam a equidade da disputa.
O tempo de televisão e o financiamento de campanha são exemplos claros que o processo eleitoral está longe de ser equilibrado no Brasil. Ora, um candidato que tem dez minutos não pode ser igual ao que tem apenas dez segundos de Guia. Nem o que tem dez mil reais pode ser igual ao que arrecadou dez milhões. Quem pode mais, sai na frente e pronto. Não há equilíbrio coisa nenhuma.
Como não conseguem conter essas desigualdades, os legisladores e, por tabela, os julgadores descontam na imprensa, que passa por uma vigilância tamanha que dá até medo de informar.
Na eleição de 2010, levei uma multa eleitoral simplesmente por ter informado que Cássio Cunha Lima fez um exaltado discurso pra Ricardo Barbosa, o único deputado a quem declarou voto em Campina. Pela lei, eu teria que ter destacado ao menos um discurso de alguma liderança política como Cássio em favor dos 400 candidatos a deputado estadual.
Façam-me o favor. Não há como informar, opinar e interpretar o cenário eleitoral com essas amarras exageradas. Esperamos que, nesta campanha, a Justiça Eleitoral possa ter o bom senso de separar o abuso da imprensa do abuso do Judiciário, mantendo sim o equilíbrio do pleito, preservando os candidatos, mas sem tirar o direito sagrado do jornalista em se expressar e do cidadão em se informar. Este é o momento em que mais o cidadão precisa de conteúdo informacional pra fazer a melhor escolha.
De toda forma, como lei é pra se cumprir, bravos companheiros jornalistas, nos curvemos a partir de hoje para nos encaixarmos. O blog, desde já, suspenderá o espaço dos comentários dos leitores. E, quem sabe, reduzirá o impacto de suas notícias.
Mandemos de férias a liberdade.

Justiça determina afastamento dos prefeitos de Alhandra, Sapé e Solânea, presos pela PF

A Justiça acabou de deferir o pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e determinou o afastamento dos prefeitos de Alhandra, Solânea e Sapé. Detalhes da decisão serão dados pelo procurador-geral, Oswaldo Trigueiro, hoje, às 17h30, na sede da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), próximo à praça dos Três Poderes.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB), a Polícia Federal (PF) e a Controladoria Geral da União (CGU) deflagram, no último dia 28, a operação “Pão e circo”. Vinte e oito mandados de prisão temporária; 65 mandados de busca e apreensão; sete mandados de condução coercitiva e ordens de sequestro de bens móveis e imóveis expedidos pelo Tribunal de Justiça da Paraíba e pelo Tribunal Regional Federal da 5a Região foram cumpridos em várias cidades paraibanas e no Estado de Alagoas.
A operação tem como objetivo desarticular um esquema criminoso destinado a fraudar licitações e desviar recursos públicos federais, estaduais e municipais. Durante um ano, as investigações feitas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do MPPB constataram a participação direta de prefeitos, seus familiares e servidores públicos, além de empresas “fantasmas” que foram constituídas com a finalidade de desviar dinheiro público e fraudar procedimentos de contratação de serviços para a realização de eventos festivos (Ano Novo, São João e São Pedro, Carnaval e Carnaval fora de época, aniversários das cidades, etc).
As fraudes eram feitas em licitações, dispensas e inexigibilidades de licitação, contratos com bandas musicais, montagem de palcos, som, iluminação, comercialização de fogos de artifício, shows pirotécnicos, aluguéis de banheiros químicos e serviços de segurança.
Mais de 40 mil gravações com autorização judicial foram feitas. As investigações apontaram também o superfaturamento dos objetos contratados, a inexecução dos serviços contratados e documentos forjados atestando a falsa exclusividade de artistas e bandas para justificar irregularmente o procedimento de inexigibilidade de licitação.
De acordo com o procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, o esquema era comandado por empresários dentro das próprias prefeituras. Estima-se que, nos últimos seis meses, foram desviados mais de R$ 65 milhões dos cofres públicos.
Mandados
Os mandados de prisão temporária compreendem os prefeitos de Sapé, Solânea e Alhandra; as primeiras-damas de Alhandra e Solânea, além de secretários municipais de Sapé, Santa Rita e Solânea; servidores públicos do Instituto de Previdência e Assistência Social de João Pessoa (Ipam) e da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope); empresários que atuam no ramo de eventos festivos e outros servidores públicos. Um dos mandados está sendo cumprido em Alagoas, contra o empresário Carlos Abílio Ferreira da Silva.
Eles são acusados de falsificar documentos públicos e privados, falsidade ideológica, crimes contra a ordem tributária (sonegação), corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, desvio de verba pública, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Já os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas sedes das prefeituras de Alhandra, Boa Ventura, Cabedelo, Capim, Conde, Cuité de Mamanguape, Itapororoca, Jacaraú, Mamanguape, Mulungu, Sapé, Santa Rita, Solânea e na Funjope, na Capital, além de sedes de diversas empresas que atuam no ramo de eventos festivos, localizadas em Alhandra, Bayeux, Conde, João Pessoa, Mari, Pirpirituba, Rio Tinto e Santa Rita, bem como nas residências dos respectivos sócios.





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