15 de abril de 2012

Adolescente é detido com pedras de crack dentro de escola pública na PB.

Segundo Polícia Militar, aluno iria comercializar a droga dentro do escola.
Diretora da escola afirmou desconhecer tráfico dentro da instituição.


Policiais da 2ª Companhia do 1° Batalhão de Polícia Militar apreenderam por volta das 11h desta sexta-feira (13) um estudante de 16 anos da escola estadual José D'ávila Lins, em Bayeux na grande João Pessoa, com 10 pedras de crack que possivelmente seriam vendidas dentro das dependências do instituição. De acordo com o cabo Silva da 2ª Cia, o adolescente explicou que pegava a droga por R$ 5 fora da escola e vendia para alunos dentro do colégio por R$ 10.

Apreendido em flagrante, o estudante foi levado para a 6ª Delegacia de Polícia em Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa, e responderá a princípio a posse de droga ilícita.

A diretora da escola, Telma Maria de Oliveira, afirmou que descobriu a droga no bolso do rapaz por acaso, quando procurava o aluno responsável por ter soltado uma bomba dentro das dependências da escola. “Descobri por acaso as pedras da droga dentro de uma caixa de fósforo no bolso do aluno, enquanto procurava saber se tinha sido ele que tinha soltado uma bomba dentro do colégio. A polícia que faz o trabalho de patrulha rotineiro percebeu do que se tratava, e após perceber um comportamento alterado do adolescente decidiu levá-lo para delegacia”, comentou.

Ainda de acordo com Telma de Oliveira, a direção da escola fez tudo que foi possível para manter a integridade do adolescente perante os demais alunos. “Não sabemos se ele vendia a droga dentro da escola. Não temos essa informação, mas o que não podemos negar é que a droga foi encontrada na posse do aluno”, explicou a diretora.

A escola sofre constantemente com problemas de segurança, conforme explicou a diretora. Segundo Telma de Oliveira, as condições de trabalho estariam sendo comprometidas por conta da falta de segurança na escola José D'ávila Lins. “Sou uma diretora muito exigente, que cobra muita disciplina dos alunos. Em alguns casos sou mal vista pelos pais dos cerca de 1800 alunos que estudam aqui. Parte desses alunos não sabemos nem se possui envolvimento com o tráfico. Por conta disso me sinto insegura como diretora da escola, e irei pedir à Secretaria de Educação do estado (da Paraíba) para reforçarem a segurança para que eu possa trabalhar”, desabafou a diretora.

A Secretaria de Educação da Paraíba, explicou por meio de sua assessoria, que um ofício foi encaminhado na quinta-feira (12) ao Comando Geral da Polícia Militar no estado para que seja reforçado a Patrulha Escolar em escolas tidas como mais problemáticas.






POSTADO POR: MARTINS/G1

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