31 de janeiro de 2012

Primeira assembleia dos professores de 2012 discutirá piso salarial.

A continuidade da gestão de Campina Grande em não pagar o piso dos professores referente às 30 horas trabalhadas voltará a ser discutida pelos docentes da rede municipal na quinta-feira, 9 de fevereiro, a partir das 9h, no auditório da AABB.

Após buscar dialogar com a secretaria e o Poder Executivo ao longo de todo o ano de 2011, mas sem obter sucesso, os servidores irão se organizar naquela que poderá ser a maior assembléia da história da Educação da cidade que luta pelo cumprimento da lei do piso que já foi sancionada pelo Superior Tribunal Federal (STF).

A insatisfação dos professores de Campina Grande é geral, já que o município é um dos únicos que não cumpre a determinação da lei do piso.

Segundo um levantamento feito pelo SINTAB (Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema), de todas as cidades assistidas pela instituição, Campina é a única que paga abaixo das demais, que cumprem a lei sem a necessidade da complementação por parte da União.

Os números remetem ao seguinte cenário: em Campina Grande um professor de Nível Médio recebe R$ 742,54, Graduado R$ 853,93, Especialista R$ 1024,70, Mestre R$ 1110,09, Doutor R$ 1195,49.

Em Massaranduba, o salário para Nível Médio chega a R$ 950.

A situação é mais alarmante em João Pessoa. Um docente de Nível Médio, por exemplo, recebe R$ 1531,60, mais do que um doutor funcionário de Campina Grande, o que coloca em risco o sistema educacional da cidade.

Para Napoleão Maracajá, presidente do SINTAB, Campina Grande não vem fazendo as tarefas básicas que remetem ao investimento da Educação na cidade.

- Campina Grande não se cumpre a lei do piso, especialmente o artigo 2º, não se paga a insalubridade aos servidores de apoio de creches e escolas, aqui não se corrigiu os níveis que estão congelados desde 2001. É uma série de fatores que nos fazem questionar se é possível ter motivação para começar um ano letivo. Será que é essa a Educação que não pode parar? - questionou Napoleão.
 
 
 
POSTADO POR GENILDO ALVES/ ASCOM.

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