19 de janeiro de 2012

NOTICIAS DO PLANALTO BRASILIA.

Governo vai aprofundar busca ativa para tirar 320 mil famílias da pobreza extrema em 2012.

O Plano Brasil Sem Miséria vai aprofundar a estratégia da busca ativa para tirar 320 mil famílias da pobreza extrema em 2012. A meta foi definida hoje (19) na reunião convocada pela presidenta Dilma no Palácio do Planalto. Segundo a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, o governo federal também pretende firmar novos pactos com os estados para complementar a renda das famílias localizadas pelo Brasil Sem Miséria. Ela lembrou que nove estados já participam do Plano.
“Essa estratégia é muito importante, porque não só unifica os cadastros, mas complementa a renda. Em 2012, só com esses nove estados que já assinaram o pacto com o governo federal, já teremos 450 mil famílias recebendo o Bolsa Família e a complementação. São 250 mil só no Rio de Janeiro. Essa ação continua e nós vamos conversar com os governos estaduais projetando que podemos ter novos estados participando dessa ação”, explicou a ministra em entrevista coletiva após a reunião com a presidenta Dilma e representantes dos ministérios que participam do Plano.


Segundo Tereza Campello, a presidenta Dilma orientou que as ações do Brasil Sem Miséria voltadas para as crianças de zero a cinco anos sejam fortalecidas. Outra estratégia discutida na reunião foi o atendimento a 250 mil famílias de agricultores rurais extremamente pobres. De acordo com a ministra, 85% dessas famílias estão no Nordeste.
“Vamos começar essa agenda voltada aos agricultores familiares já em 2012 com assistência técnica, distribuição de sementes e instalação de cisternas garantindo que a gente possa atender essas famílias com qualidade.”
Balanço -- O Brasil Sem Miséria superou, em seis meses, todas as suas metas. Entre junho e dezembro de 2011, 407 mil famílias em situação de pobreza extrema foram localizadas pela busca ativa. As famílias foram incluídas no Cadastro Único de Programas Sociais para receber o Bolsa Família.
O Plano também incluiu 1,3 milhão de crianças e adolescentes no Bolsa Família por meio da ampliação dos benefícios concedidos às famílias com filhos de até 15 anos.
Outras ações do Brasil Sem Miséria em 2011 foram a instalação de 315 mil cisternas, a participação de 82 mil novos agricultores no Programa de Aquisição de Alimentos, e a criação de 61 mil vagas do Pronatec.




Prouni deve ter 1,1 milhão de inscrições, diz ministro Fernando Haddad.

Fernando Haddad faz balanço de sua gestão no Ministério da Educação durante o programa Bom Dia Ministro.
bom dia, Ministro O Programa Universidade para Todos (Prouni) deve receber 1,1 milhão de inscrições, informou hoje (19) o ministro da Educação, Fernando Haddad, acrescentando que há 195 mil bolsas de estudo disponíveis nas universidades particulares. Com isso, o Prouni atingirá, em janeiro, a marca de 1 milhão de bolsas concedidas a estudantes de baixa renda. No programa Bom Dia Ministro, Haddad disse ainda que o Enem é o “passaporte de ingresso à educação superior” no Brasil e anunciou a ampliação do Fies para a pós-graduação.
“É meu papel também dizer a revolução que o Enem promoveu no país, do ponto de vista do acesso à universidade pública e particular, por meio do programa de bolsas que nós criamos, e que vai conceder, agora, em janeiro, a milionésima bolsa de estudos para a população de baixa renda, egressa de escola pública. O Enem era uma prova de autoavaliação, se transformou numa prova respeitada, do ponto de vista pedagógico, que vem alterando a realidade do Ensino Médio”, disse Haddad.
O ministro da Educação, que deixará o cargo na próxima semana, lembrou os investimentos feitos pelo governo federal da creche à pós-graduação. Segundo ele, descontada a inflação, o orçamento do Ministério dobrou nos últimos nove anos. Além disso, nesse período, o MEC reduziu à metade a relação entre os investimentos feitos no aluno da educação básica em comparação com o estudante do ensino médio.
“Quando nós chegamos ao governo, se investia dez vezes mais num aluno da educação superior do que da educação básica. Hoje, esse número é de cinco vezes, sendo que a nossa meta é continuar progredindo, não pelo corte de investimentos na educação superior, mas pelo incremento dos investimentos na educação básica, que é o que nós estamos fazendo. Então, é um movimento virtuoso que nós pretendemos continuar. Esse número deve chegar na casa de quatro, três vezes, porque o custo do aluno na educação superior é sempre maior porque envolve pesquisa, extensão e uma série de outras atividades, mas ele não podia permanecer naquele patamar escandaloso que foi herdado pelo nosso governo.”
Para Fernando Haddad, o desafio de seu sucessor é a educação no campo, onde o índice de analfabetismo ainda é elevado.
“Nós temos pronto um plano chamado Pronacampo, que está sendo entregue para o ministro Mercadante e para a presidenta Dilma, que eu penso que vai ajudar a resolver os problemas ainda existentes. O campo é um nó a ser desatado, é um problema, e a população do campo tem uma grande expectativa de que nós possamos avançar mais. Melhoramos o transporte escolar, melhoramos a informatização das escolas do campo, levamos o Licenciatura para o campo. Algumas coisas foram feitas, providências foram tomadas, mas nós não conseguimos entrar na sala de aula, nós não conseguimos melhorar as condições, pelo menos na dimensão necessária, para resgatar essa dívida com a população do campo”, defendeu.
Fernando Haddad será substituído no Ministério da Educação pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.




Agenda: reuniões setoriais sobre Brasil Sem Miséria, Educação e Saúde

Agenda presidencial A presidenta Dilma Rousseff concede audiência, às 9h30, à ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Helena Chagas, no Palácio do Planalto.
Às 10h, a presidenta participa de reunião setorial sobre o Brasil Sem Miséria. Às 14h, a reunião será realizada sobre as áreas de Educação e Saúde.





POSTADO POR GENILDO ALVES/BLOG DO PLANALTO.

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