1 de janeiro de 2012

Juiz desenvolve projeto de ressocialização de presos e preservação do meio ambiente em Guarabira.




Uma ideia audaciosa e de grande importância social vêm sendo desenvolvida na cidade de Guarabira-PB pelo juiz da 1ª Vara da cidade, Bruno Azevedo. Trata-se da Fundação Passos à Liberdade que foi idealizada e criada em janeiro desse ano pelo magistrado. A Fundação, que tem como principais objetivos ressocializar os apenados, recuperar dependentes químicos e desenvolver projetos para a preservação do meio ambiente, tem abrangência para toda a Paraíba, mas por enquanto está funcionando apenas em Guarabira, no Brejo Paraibano.

Pela Fundação, 88 apenados do presídio de Guarabira estão trabalhando em duas fábricas, uma para a produção de vassouras e outra para confecção de sacolas ecológicas (retornáveis). A associação também tem um canteiro de mudas de sombreiros e árvores frutíferas. “O nosso objetivo maior além da ressocialização dos presos é também preservar o meio ambiente”, explico o juiz.

Bruno Azevedo afirmou que as vassouras são produzidas com garrafas pet e todos dos meses 16 mil garrafas dessas são retiradas do lixo. “Com essa ação nós estamos, além de ressocializando o apenado dando a nossa contribuição para a preservação do meio ambiente e evitando que essas garrafas fiquem nas ruas e obstruam as galerias pluviais, causando outro problema a exemplo das inundações”, comentou o juiz.

Ele explicou que as cerca de 1,1 mil vassouras produzidas mensalmente e a sacolas são vendidas no comércio da região e o dinheiro arrecadado é empregado na manutenção da Associação e no pagamento de numa ajuda de custo aos próprios detentos. Além do mais a cada três dias trabalhados, os apenados têm um dia a menos na pena. O juiz explicou que existe a intenção do Governo do Estado em adquirir todos os produtos confeccionados pelos presos.

De acordo com a magistrado um outro grande objetivo desse projeto é fazer com que o apenado aprenda um ofício e ao ganhar a liberdade sai com uma profissão definida e assim possa ser absolvido pela mercado de trabalho. O juiz faz questão de destacar que é apenas mais um voluntário e que a Associação é uma entidade jurídica e de direito privado. “Fiz questão de agir assim para tirar esse caráter pessoal para que quando eu deixar a comarca outro magistrado possa dar continuidade ao trabalho”, justificou Bruno Azevedo.


POSTADO POR GENILDO ALVES.

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