24 de dezembro de 2011

Adolescentes que “respondem” e brigam pela sua opinião são menos propensos a cair em pressões sociais.




Adolescentes que “respondem” e brigam pela sua opinião são menos propensos a cair em pressões sociaisSegundo um novo estudo, adolescentes que “respondem” para a mãe, e costumam expressar seus pontos de vista, são menos propensos a serem influenciados pela pressão dos colegas e acabar “indo com a maré” e fazendo coisas que normalmente não fariam.

Este tipo de argumentação produtiva – no qual o adolescente tenta convencer sua mãe ou pai com argumentos fundamentados -, em vez de fazer pressão, choramingar ou insultar, parece influenciar as interações do adolescente com os seus colegas também.

“A autonomia saudável estabelecida em casa parece transitar nos relacionamentos com os colegas”, disse o pesquisador do estudo, Joseph Allen.

Mesmo que a mãe e o adolescente discordem, o forte apoio da mãe também é de importância fundamental para que o adolescente resista à pressão dos colegas.

“Pode ser que os adolescentes que tenham capacidade de se apoiar em suas mães quando estressados sejam menos propensos a acabar se sentindo excessivamente dependentes de seus amigos mais próximos, e, portanto, menos propensos a serem influenciados pelo comportamento desses amigos, quando este é negativo”, comentou Allen.

Os pesquisadores entrevistaram 184 alunos de sétima e oitava séries do ensino fundamental de populações urbanas e suburbanas nos EUA.

Os adolescentes responderam a perguntas sobre uso de drogas e álcool, amizades e aceitação social. Também discutiram ou argumentaram com suas mães sobre um assunto que levou a desacordo, sendo observados em laboratório. As discussões envolveram coisas como dinheiro, notas e regras da casa.

Os pesquisadores analisaram os dados para ver quais características de um adolescente o tornavam mais ou menos capazes de resistir a pressão dos colegas.

A autonomia dos adolescentes, ou o quanto eles eram independentes e o quanto seus pais confiavam neles para tomar suas próprias decisões, pareceu desempenhar um papel importante na forma como eles reagiram quando lhes ofereceram drogas.

Se um adolescente tinha experiências em casa em que ele ou ela tinha apresentado autonomia com sucesso (independência e capacidade de manter seus valores se alguém os desafia) e se sentia apoiado por sua mãe, era mais propenso a relatar resistência a pressão dos colegas.

Os amigos também influenciavam. Se os melhores amigos de um adolescente usavam drogas e/ou álcool, um particularmente sem muita autonomia era mais propenso a adquirir o hábito, especialmente de um amigo que era popular.

“Os adolescentes carentes de tais habilidades são mais propensos a mudar o seu nível de uso de substância ao longo do tempo de acordo com o nível de seu amigo mais próximo”, explicam os pesquisadores.

Segundo os cientistas, não podemos subestimar a importância da influência dos grupos sem contar com a probabilidade de que ela é mais forte e mais aplicável a alguns adolescentes do que a outros.

A boa notícia é que a influência ocorre dos dois lados: se o amigo de um adolescente suscetível usa pouca droga ou álcool, esse adolescente é menos propenso a aumentar seu nível de consumo ao longo do tempo. Adolescentes suscetíveis podem ser tão suscetíveis a influências positivas de seus amigos, quanto influências negativas.




POSTADO POR EQUIPE FOCO PB/LiveScience.

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