22 de novembro de 2011

Comissão de ética do governo 'é de mentirinha'


O senador Pedro Simon (PMDB-RS) apostou que a apuração de denúncias de desvio de dinheiro nos ministérios feita pela comissão de ética pública, apesar de ser um trabalho bem intencionado, não deve prosperar. O presidente da comissão - ligada diretamente à Presidência da República - é o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence. Embora o ministro Pertence seja uma das figuras a quem mais respeito, a comissão é de mentirinha, foi feita para não valer. Na prática, nota zero - opinou, durante pronunciamento no Plenário. Para Simon, o caminho certo para evitar a corrupção no governo é o proposto pelo ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage. Ele vem defendendo a exigência de "ficha limpa" não só aos candidatos a cargos eletivos, mas também para os nomeados a cargos de confiança (DAS) no Executivo. A proibição proposta por Hage se estende, também, aos sócios de empresas consideradas inidôneas. De acordo com o senador, o chefe da CGU está apresentando projeto para que o governo edite um decreto para adequar a lei e endurecer regras de ocupação dos cargos de livre nomeação. Hage tomou a iniciativa e colocou dedo na ferida. Ele caminha na mesma linha da presidente da República, que já se recusou nomear como ministros dois indicados que não tinham ficha limpa. Simon lamentou a pressão que muitas vezes membros do Congresso fazem no Palácio do Planalto para preservar no poder pessoas que não poderiam estar no governo. Apesar disso, na avaliação do parlamentar a presidente da República, Dilma Rousseff, estaria "indo bem" no combate à corrupção. O que não vai bem, diante da opinião pública, é a pressão, a coação que existe para que Dilma não faça o que é preciso. Ele sugeriu que o Senado aprove uma moção de confiança ao ministro Hage: E que não aconteça a ele o que aconteceu ao meu amigo [Sepúlveda] Pertence, que é presidente de um órgão que não serve para nada - atacou. Fonte: Agência Senado. 


POSTADO POR GENILDO ALVES.

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