23 de outubro de 2011

Sertão paraibano produz arroz negro.

Uma alimentação com alto valor nutritivo, considerada afrodisíaca e que combate o envelhecimento precoce está sendo produzida no Sertão da Paraíba. Trata-se do arroz negro que está plantado nas várzeas, entre os municípios de Aparecida e Sousa.
Desde a semana passada funcionários da Fazenda Águas de Tamanduá estão colhendo o produto plantado em uma área de nove hectares. Mesmo ainda pouco conhecido, o arroz negro já pode ser encontrado no mercado paraibano, principalmente  em João Pessoa e em Campina Grande, e no de outros estados nordestinos. Até em Portugal há interesse pelo arroz negro.
“O setor comercial vem trabalhando para divulgar o nosso produto” disse Pedro Paulino, um dos técnicos responsáveis pela fazenda. Nas Várzeas de Sousa, o arroz negro está na segunda colheita, sendo três toneladas por hectare.
Com o tempo de germinação de cerca de 100 dias até a colheita, a safra que está sendo colhida foi plantada em julho. Até o empacotamento o arroz negro passa por vários processos. Após a colheita é feita a separação dos grãos da palha através de uma máquina específica, depois é colocado para secagem onde fica por um dia exposto ao sol até adquirir a umidade ideal para o processamento.
O arroz negro produzido nas Várzeas de Sousa é completamente orgânico, refere-se a uma variedade exótica de arroz, possui grãos curtos e meio arredondados, textura macia, sabor e aroma acastanhado e coloração preta.
Seu cultivo data de mais de quatro mil anos na China e pela sua fama de produto afrodisíaco era chamado de “Arroz Proibido”, sendo seu consumo restrito apenas ao Imperador, cabendo a seus súditos somente a produção dos grãos.
No Brasil, pesquisas incluindo esse alimento tiveram início em 1994, desenvolvidas pelos pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), órgão da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo.


POSTADO POR GENILDO ALVES.

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