3 de outubro de 2011

Projeto ambicioso: Conde terá parque hoteleiro com 15 mil leitos.



A Costa do Conde, no Litoral sul da Paraíba, tem um ambicioso projeto: ser um dos maiores destinos turísticos do Nordeste, e por consequência, do Brasil. Recebendo, em média, 200 mil turistas durante a alta estação, entre janeiro e março, a cidade negocia a construção de sete hotéis resorts em seu litoral, elevando o parque hoteleiro para 15 mil leitos, seis vezes maior do que a atual capacidade de 2,5 mil. Um dos maiores empecilhos para atingir a meta é a falta de investimentos em infraestrutura, sobretudo de acesso.

João Pessoa, com 7 mil leitos, ainda é o maior parque hoteleiro do Estado, seguido do Conde, que já desbancou Campina Grande do segundo lugar. Ainda este ano, um hotel de porte médio, o Vista Morena, na praia de Carapibus, deve ser inaugurado. O investimento é de um grupo paraibano e deve ultrapassar os R$ 30 milhões. Segundo Saulo Barreto, secretário de Turismo do Conde, a intenção é colocar a cidade no mesmo nível de infraestrutura turística de Porto de Galinhas, em Ipojuca (PE), maior destino do Estado vizinho. “Esses negócios são enormes, e as negociações estão avançadas. São grupos da Suécia, da Espanha e de outros países europeus que têm interesse em investir”, afirma. As negociações só não estão mais avançadas por conta da crise econômica que afeta a Europa este ano. Serão quatro resorts em Tambaba, e três em Gramame.

Grupos estrangeiros estiveram no Conde no último mês para declarar interesse em construir um resort na entrada da praia de Tambaba, ao lado do estacionamento central. “Eles estão refazendo o projeto e devem reapresentá-lo nas próximas semanas”, revelou. A princípio, seria um resort tradicional, mas a prefeitura entendeu que o empreendimento deveria estar voltado ao público naturista. Atualmente, a cidade conta com 45 hotéis e pousadas.

Os investimentos estrangeiros não têm prazo para iniciar, mas já esbarram em um problema tão grande quanto o potencial turístico da região: os problemas de infraestrutura. Os acessos ao Conde não têm capacidade para receber uma grande quantidade de veículos, e a cidade ainda sofre com a falta de saneamento básico e abastecimento de água. “Se tivéssemos mais investimentos dos governos estadual e federal, teríamos um avanço turístico muito maior. Temos carências em nossas vias de acesso, é muito barro e lama. As reclamações dos turistas são frequentes”, explica Barreto.
Saulo conta que um projeto de R$ 10 milhões promete melhorar o saneamento básico na praia de Jacumã, uma das que mais enfrenta problemas, mas diz que o investimento é incipiente em relação aos problemas.

POSTADO POR GENILDO ALVES.

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