3 de outubro de 2011

Jovem confessa ter matado Aluízio e disse que o alvo era um inimigo.

Alvo de Roberto Max era um inimigo identificado por Rafael que não estava no local
“Matei Aluízio sem saber quem ele era”. Foi o que revelou Roberto Max Pereira dos Santos, de 18 anos, para justificar o assassinato de Aluízio Henrique Cordeiro Lucena, de 20 anos, moro a tiros na madrugada de sexta-feira, 30, na comunidade Patrícia Tomaz, também conhecida por “Iraque”, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa.
Roberto Max foi apresentado na manhã desta segunda-feira, 3, na Central de Polícia, pelos delegados de Homicídios Marcos Paulo e pela delegada Roberta Neiva. Na ocasião, ele confessou o crime, mas disse que Aluízio não era o alvo, e sim um rapaz que identificou como Rafael.
Mesmo sem ter qualquer parentesco com Marx Nunes Marques, de 25 anos, morto a tiros na praia do Jacaré, Roberto narrou tudo que ocorreu na madrugada de sexta-feira, 30.
Ele iniciou a entrevista afirmando que na semana passada havia discutido com Rafael, integrante de uma facção rival e prometeu que ia matá-lo. Ao tomar conhecimento de que Rafael estaria numa casa na comunidade “iraque”, em Mangabeira foi para o local, pulou o muro, percebeu que existia três homens dentro da casa e um deles olhava um notebook. Nesse momento foi convidado para entrar.
Inicialmente foi até o banheiro e encontrou uma pistola 380 enuma cama resolvendo guardá-la na cintura. Mas o que chamou a atenção foi que ele disse que não conhecia Rafael, mas mesmo assim fumou maconha com os Aluízio e os outros dois, identificados por Matheus Loureto Caniel, de 19 anos e Renato Raimundo Nascimento, de 29 anos.
Na sala, quando fumavam maconha questionou se os três eram de alguma facção criminosa, irritando Aluísio que mandou um deles pegar a arma dizendo “esse cara ta noiado, vamos dar fim a ele”. Mas eles não sabiam que Roberto já estava com a arma e resolveu atirar contra o trio.
Mateus Loreto, 19 e Raimundo Renato, 29, que a polícia informou que era presidiário do semi-aberto conseguiu fugir, mas foi preso e levado para o Trauma, juntamente com Mateus. Ambos foram ouvidos pela polícia e confirmaram a revelação feita por Roberto.
O assassino continua recolhido na carceragem da Central de Polícia e deve ser transferido ainda esta semana para um dos presídios da Capital.

POSTADO POR ELSON GOMES.

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