2 de outubro de 2011

Bem mais do que colegas de trabalho.



Quem não quer encontrar a outra metade da laranja, não é mesmo? Pode ser na balada, na faculdade ou até mesmo no trabalho. Mesmo sem a intenção, as empresas contribuem para o surgimento de novos relacionamentos amorosos. “Ao passar horas do dia juntos é natural que os profissionais compartilhem os momentos de suas vidas, criem laços afetivos, comecem a se conhecer melhor e a se envolver”, afirma Fernanda Montero, consultora da Cia de Talentos.

Os educadores físicos Roberto Alves e Amélia Corrêa se conheceram no ginásio da empresa em que trabalham. No início eram apenas colegas de trabalho. Depois, como amigos, passaram a sair juntos. Um dia, Roberto sinalizou o interesse que tinha pela professora. “Me lembro como se fosse hoje, estávamos numa praça e falei pra ela que estava gostando dela. A Amélia ficou sem reação, mas acabou aceitando meu pedido de namoro”, diz ele.

Logo o casal ficou preocupado com a situação na empresa e decidiu que cada um iria contar para o chefe sobre o namoro. “Nós comunicamos os nossos diretores e eu pedi para que o assunto não fosse abordado com os demais funcionários”, conta Amélia.

O par também combinou que evitaria qualquer demonstração de afeto durante a jornada de trabalho. “Preferimos restringir determinadas atitudes, para poupar nosso relacionamento e nossa imagem profissional de intrigas e fofocas”, diz ela.

Com o tempo foi inevitável que os demais colegas não descobrissem. “Apesar da discrição, íamos embora juntos todos os dias e as pessoas perceberam que éramos mais do que colegas de trabalho”, afirma Roberto.

Juntos há dois anos, Amélia e Roberto continuam no mesmo emprego e dão dicas para os pombinhos que querem manter a afinidade e o equilíbrio tanto na vida pessoal, como profissional: é essencial ter respeito, maturidade, disposição para se ajudar e ajudar o parceiro para ambos crescerem.

A consultora da Cia de Talentos reforça que é preciso ficar antenado para não deixar o clima romântico atrapalhar o desenvolvimento da carreira ou prejudicar a imagem profissional. “O namoro entre funcionários não pode ser proibido, mas exige bom senso do casal para não causar constrangimentos no ambiente corporativo”, diz.

Pensando nisso, elaboramos um manual de etiqueta do namoro na empresa. A seguir veja as recomendações da consultora sobre o que fazer (e o que não fazer) para o relacionamento não atrapalhar sua carreira.

Nada de carinho – Beijos, abraços e demonstrações de carinho são totalmente dispensáveis no trabalho. Inclusive, podem gerar demissão por justa causa. 

Conto ou não conto? – É normal ficar em dúvida se é necessário esconder o namoro na empresa, mas já pensou se, num final de semana, algum colega de trabalho encontra vocês de mãos dadas no shopping? Não é legal o seu chefe ficar sabendo do relacionamento por outras pessoas. Por isso, a recomendação é contar apenas para o seu gestor. Se ele achar necessário comunicará os superiores da empresa.

DR nem pensar – Discutir a relação ou abordar assuntos pessoais dentro da empresa é péssimo para a imagem do profissional. Os problemas devem ser resolvidos somente entre o casal, fora do local de trabalho.

Na hora do almoço – O casal pode almoçar ou sair para tomar um lanche. Mas não é porque os pombinhos estão fora do ambiente corporativo que vão poder liberar geral, ainda mais se estiverem acompanhados por colegas de trabalho. As mãos podem ser dadas, mas os beijos podem ficar pra mais tarde.

Xô fofoca – Para evitar essa saia justa no trabalho é só não dar ouvidos e nem alimentar boatos. Não comente nada sobre crises do namoro e evite expor o parceiro falando sobre seus defeitos, isso pode atrapalhar seu rendimento profissional.

Menos é mais – Ser discreto é o “x” da questão. Mesmo fora da empresa, como em confraternizações, reuniões e negociações, a modéstia deve ser mantida. A ligação afetiva entre o casal pode ser uma grande aliada para atingir bons resultados e crescer na carreira.


POSTADO POR PATRICIA ALVES.

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