8 de agosto de 2011

Manoel Jr e o angustiante dilema de ser São Francisco ou Maquiavel: quanto custa uma renúncia?


De olho na prefeitura de João Pessoa, o deputado federal Manoel Júnior vem gastando tempo e dinheiro num processo de construção de uma candidatura. Plenárias, emendas e ataques à atual gestão compõem um cenário perfeito para um pretenso candidato.
 
Quer dizer, quase perfeito. Manoel Júnior tem sobre seu projeto um Maranhão que insiste em fechar as saídas do parlamentar.
 
Inteligentemente, Manoel Júnior não foi pro aniversário do senador Cícero Lucena na última sexta, apesar da presença do ex-governador Maranhão e da cúpula peemedebista que vive sob a batuta dele.
 
E não foi por uma razão simples: não se vai bater palma para um candidato a um cargo que você também concorre. É amizade e amadurecimento político demais.
 
Júnior não foi, mas assistiu a Maranhão passear no local como se fosse um presidente de honra da candidatura do senador. Ele sentiu o golpe.
 
Ora, presença de Maranhão no aniversário de Cícero, quando se lançou a pré-candidatura do tucano, levando o sobrinho (Benjamim) a tira colo e o presidente do PMDB paraibano, Antônio Sousa, pra defender unidade das oposições no primeiro turno é um sinal indiscutível, o tanto quanto claro, de que o ex-governador quer bater esteira pro senador ser prefeito e fazer de Manoel, no máximo a escada.
 
Alguém acha que, ao defender aliança no primeiro turno, Maranhão vai trabalhar pra Cícero ser vice de Manoel Júnior? Repito: Maranhão vai forçar a aliança com Cícero e, se conseguir, manter Cássio afastado disso.
 
Manoel Júnior mergulha agora no maior dos dilemas: renunciar sempre pra viver em paz e pelo bem, como ensinou São Francisco. Ou pagar o preço de peitar o Rei em nome da honra, patrimônio inalienável, como ensinou Maquiavel.
 
postado por Genildo Alves.

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