11 de agosto de 2011

Grampos, conspirações, coronelismo e incompatibilidades: os vários...


É fora do governo que se pode avaliar o grau de afinidade e cumplicidade de um grupo ou partido político. Dentro do governo, com as benesses todas às mãos, é mais fácil lutar pela unidade: identificou a satisfação e só ir lá e resolver com benefícios. Nestes casos, só há desunião quando o que se tem pra dividir é pouco e não dá pra todos.
 
 
Fora do governo, repito, é ainda mais difícil. Briga-se para se dividir o que não se tem.
 
O PMDB da Paraíba sente isso hoje na pele. Vivendo sob a batuta do comando oligárquico do ex-governador José Maranhão, que ainda manda na legenda como se fosse ela um latifúndio e ele o dono da terra, o PMDB é hoje um partido de vários tentáculos.
 
Um pedaço, menor, mais familiar, querendo eternizar Maranhão. Outra parte de olho no governo Ricardo Coutinho. E uma vontade enorme das novas lideranças – Veneziano, Manoel Júnior, Gervásio Filho, Trócolli Júnior – querendo alçar outros vôos. Tudo isso dá o tom da discórdia interna.
 
O caso de Gervásio Filho e Márcio Roberto, com direito a reunião interna grampeada e tudo mais, é somente uma avant premié do que virá por aí. Com as eleições de 2012 em curso, o PMDB vai partir não ao meio, mas em vários pedaços.
 
A começar por João Pessoa, onde Manoel Júnior não abre mão da candidatura a prefeito, passando por Campina Grande, onde Veneziano não quer perder o controle das candidaturas municipais do PMDB por estar de olho na eleição de 2014.
 
Como se fosse um velhinho surdo, Maranhão parece não ouví-los muito bem.
 
No PMDB, há quem tenha hoje saudades de 98 onde o partido estava rachado apenas ao meio.
 
 postado por Genildo Alves.

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