8 de agosto de 2011

2012: a novela Cássio, Ricardo, Cícero e Maranhão está de volta

 
 
 
 
Revestido de festa de aniversário, o pré-lançamento da candidatura do senador Cícero Lucena, presidente do PSDB paraibano, rendeu muitas reflexões e, claro, especulações por parte daqueles que acompanham o cenário político da Capital
 
Não apenas por antecipar o calendário eleitoral de 2012, mas por se tratar de uma candidatura que deixa no ar muitos “senões” e “poréns”. De cara, dá pra notar que teremos novamente a novela sobre Ricardo, Cássio, Cícero e Maranhão.
 
A própria ausência de alguns e presença de outros na festa de Cícero sugere reflexões aos montes.
 
Na festa para amigos, os amigos não foram. Inclusive, o maior deles: Cássio Cunha Lima. Por um simples detalhe: não sabiam se iriam ouvir parabéns ou discurso de candidato. Quem foi, ouviu o segundo.
 
Das presenças, a mais emblemática, com certeza, foi a do ex-governador José Maranhão, que chegou puxando o sobrinho, Benjamim Maranhão, e a cúpula do PMDB que comanda a tira colo.
 
Em entrevistas, ele presenteou o aniversariante deixando de ser enfático quando perguntando se o PMDB terá candidato próprio Maranhão quer a unidade das oposições e foi dizer isso na festa de um candidato da oposição.
 
A meu ver, foi um presente pra Cícero, com direito à sugestão indireta pra vice e tudo mais. Da ausência de Cássio e da presença de Maranhão surgem outras reflexões. Poderá Cícero construir uma aliança em João Pessoa que una Cássio e Maranhão no mesmo palanque?
 
Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, e o próprio Cássio já disseram: se o senador for candidato a prefeito de João Pessoa, o PSDB não tem como fugir do apoio. Mas isso inclui até a presença do PMDB na chapa de Cícero?
 
Por hoje, creio que não. Cássio garante apoio a Cícero, desde que ele não esteja aliado com Maranhão, o homem que cassou seu mandato e o colocou numa condição de Ficha Suja. Com isso, coloca um “senão” na promessa de apoio a Cícero e corre folgado para os braços de Luciano Agra. Sem isso, Cássio teria dificuldades em justificar rejeição à candidatura do senador tucano.
 
É provável que Cícero prefira evitar a aliança com o PMDB no primeiro turno para ter Cássio em seu palanque. Desde que sinta que o amigo Cássio esteja de fato querendo vê-lo prefeito novamente. Ricardo Coutinho, por sua vez, como já deixou bem claro, não assistirá a tudo apenas de camarote. Tomará decisões a partir das decisões dos aliados.
 
Dificilmente teremos Maranhão e Cícero candidatos a prefeito. Como final de campeonato, ou dá um ou dá o outro na cabeça da disputa oposicionista.
 
Aliás, pelas declarações de Maranhão, dá pra sentir que o PMDB vai empurrar a candidatura do caboclinho impondo que Cássio fique agarrado com Luciano Agra. O que tira da jogada o deputado Manoel Júnior, eterno abnegado.
 
A campanha de 2012 começou definitivamente. Os carros, porém, estão embaralhados no grid de largada. É impossível hoje definir a ordem das coisas.
 
postado por Genildo Alves.

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