21 de junho de 2011

Pesquisas da Politika: números e análises

 
João Pessoa: Gestão de Ricardo é o iô iô eleitoral de Maranhão
 
O projeto do PSB na Paraíba e em João Pessoa é um só. Por causa disso, a disputa na Capital em 2012 tende a ser, um pouco mais do que outras vezes, ainda mais estadualizada.
 
Nesse sentido, é correto afirmar que Luciano Agra, que apareceu em primeiro lugar com 20,16% da intenção de votos na pesquisa pré-eleitoral realizada pela Revista Politika,  enfrentará os adversários do governo Ricardo Coutinho. E não necessariamente da prefeitura de João Pessoa. Por isso, da importância do governo do Estado na campanha de Agra à reeleição como fiador eleitoral.
 
O eleitor de João Pessoa vai querer apostar em Agra desde que o seu “padrinho”, o governador Ricardo Coutinho, mereça. Neste sentido, o ex-governador José Maranhão, segundo lugar nas pesquisas, é a personificação do voto “vingativo”.
 
Ora, ainda está muito nítida e presente na cabeça do eleitor pessoense a disputa entre Maranhão e Ricardo nas eleições de 2010. E a vitória esmagadora deste em relação ao outro. As posturas adotadas no início do governo, no entanto, geraram desconforto entre aqueles que preteriram Maranhão e preferiram Ricardo.
 
Resultado: essa turma sinaliza pra despejar toda “vingança” votando em Maranhão, o que lhe confere musculatura eleitoral anormal. O que significa dizer que o bom desempenho do ex-governador estará quase sempre condicionado ao mau desempenho do governo Ricardo Coutinho. E vice-versa.
 
Caso haja uma reversão da imagem do governo entre os pessoenses, elevando o nível de satisfação do eleitor em relação ao governo, Maranhão passa a ter apenas o tamanho eleitoral que tem naturalmente. Sem menos. Sem mais.
 
Para Luciano Agra, o perigo está na junção dos oposicionistas. Maranhão e Cícero Lucena (PSDB) juntos, apesar do teto de rejeição, farão sombras as pretensões de reeleição do prefeito.
 
Para Agra, o ideal seria trabalhar para separá-los. Um vice do PSDB, seria uma solução, por exemplo.
 
Destaque:
 
Surpreende o desempenho do vereador Bira (PSB) neste processo. Com 4%, ele aparece do tamanho do deputado federal Manoel Júnior (PMDB), que já foi vice-prefeito, deputado estadual e trabalha diuturnamente pra ser o prefeito da Capital.
 
 
Números:
 
Luciano Agra – 20,16%
José Maranhão – 18,8%
Cícero Lucena – 15,01%
Luiz Couto – 4,89%
Manoel Júnior – 4,2%
Bira – 4,1%
Luciano Cartaxo – 2,62%
Vitalzinho- 2,52%
Fernando Milanez – 1,84%
Benjamim Maranhão – 1,63%
Ruy Carneiro – 1,51%
Avenzoar Arruda – 0,63%
 
 
Campina Grande: Veneziano nas mãos de Daniella Ribeiro
 
 
Em Campina Grande, o quadro não se alterou muito desde a primeira aferição eleitoral feita pelo Instituto Opinião em janeiro deste ano. O povo insiste em fazer de Diogo Cunha Lima, filho do ex-governador Cássio Cunha Lima, prefeito de Campina. E Diogo insiste em não ser.
 
Ele aparece em primeiro (24,75%) e Rômulo Gouveia em segundo (18,04%). Mas ambos tem mais chances de ficarem de fora do processo. O que abre todo o espaço para o único aliado dos Cunha Lima que está na fila há muito tempo, mas não vê a fila andar: Romero Rodrigues.
 
Na pesquisa de Campina Grande, o fato a se registrar é apenas um: a deputado Daniella Ribeiro (PP) se mantém como a melhor opção fora do grupo Cunha Lima para a disputa. Isso faz com que o prefeito Veneziano Vital do Rego (PMDB), ainda muito cauteloso a tratar do assunto fique refém dos Ribeiros.
 
Por mais que resista a isso, ainda não conseguiu uma solução alternativa.
 
Números:
 
Diogo Cunha Lima – 24,75%
Rômulo Gouveia – 18,04%
Daniella Ribeiro – 12,54%
Romero Rodrigues – 11,11%
Guilherme Almeida – 5,83%
Inácio Falcão – 4,73%
Fernando Carvalho – 3,08%
Manoel Ludgério – 3,08%
Tatiana Medeiros – 1,54%
Alexandre Almeida (Bolinha) – 0,77%
Nelson da VidroBox – 0,44%
 
Santa Rita: o velho e o novo
 
Chegando ao fim da Era Marcos Odilon, que tem extremas dificuldades em ser objetivo na escolha de um sucessor, Santa Rita se encaminha para um debate pautado pela tradicional dicotomia do “velho” versus o “novo”, conforme apontou a pesquisa.
 
È provável que o incansável Reginaldo Pereira com 28% polarize a pré-disputa com o jovem estreante na política, Adones Júnior, ou com o vereador Ednaldo Edelícia, presidente da Câmara, que aparecem ambos com 13%.
 
Claro que ainda falta o componente do apoio do governador Ricardo Coutinho. E do próprio Marcos Odilon. E isso pode mexer no tabuleiro misterioso de Santa Rita.
 
Números:
 
  
Reginaldo Pereira – 28,09%
Adones Júnior – 13,8%
Ednaldo Edelícia – 13,57%
Estafânia Maroja – 6,24%
Humberto Alexandre -4,0%
José Bernardino – 2,1%
Gilvandro dos Santos – 1,1%
 
 
Bayeux: um ciclo vicioso que não tem fim
 
 
As eleições em Bayeux são compostas por tanta repetição de nomes e alteração de alianças que o povo da cidade nunca sabe bem o que quer. Já votou em Expedito contra os Cabral, votou em Jota Júnior contra Expedito e agora parece sinalizar pra Expedito contra os Cabral e o JJs.
 
É igual a Guarabira. Tem a eleição que é pra votar nos Paulinos e a outra nos Toscanos. Agora, segundo a pesquisa, é a vez de Expedito Pereira, que aparece liderando com 21%, o que dificulta a inserção de figuras de “fora” como o prefeito Marcos Odilon. Que, a meu ver, saiu abaixo do que poderá atingir no início da campanha.
 
O detalhe é que o prefeito Jota Júnior não vai apenas sair da política. Ela não vai conseguir deixar nem rastro.
 
Números:
 
Expedito Pereira: 21,78%
Sara Cabral: 13,05%
Coriolando Félix – 9,57%
Marcos Odilon – 9,43%
Domiciano Cabral- 5,9%
Efraim Filho – 5,9%
Fofinho – 1,43%
Francisco Macedo – 0,77%
Giucélia Figueiredo – 0,33%
Maria das Neves – 0,33%
Luciano Canuto (Tetê) – 0,22%
 
 
Cabedelo: difícil para “estrangeiros”
 
 
 
A pesquisa da Revista Polítika sobre a sucessão em Cabedelo revela uma coisa: o eleito ainda tem dificuldade em engolir candidaturas de fora. Tanto que o vereador Luceninha, que tem cara de cabedelense, está disparado com 49%. É o melhor índice proporcional entre os municípios analisados.
 
O morador de Cabedelo parecer que quer mudança sim. Uma nova Cabedelo. Mas pode ser uma nova Cabedelo com um velho cabedelense mesmo. A ex-deputada Lúcia Braga, que tem casa e vivência na cidade, é a única que parece tentar fazer um pouco de sombra pra Luceninha.
 
Em que pese ter registrado uma boa pontuação (7%) para quem não tem histórico de relação no município, o deputado Trócolli Júnior (PMDB) vai ter que investir mais na sua relação com a cidade se quiser fazer história nesta eleição. Trocar o Cabo Branco por Camboinha já seria um bom começo.
 
Detalhe: Auditor do Tribunal de Contas do Estado, o auditor Marcos Patrício é um histórico filiado do PSB do governador Ricardo Coutinho. Pode crescer mais do que os 4,49% registrados na pesquisa. Eu disse: pode crescer um pouco mais com o apoio do governador. Ser eleito dependerá muito mais dele mesmo.
 
Números:
 
Luceninha – 49,21%
Lúcia Braga – 10,29%
Trócolli Júnior – 7,25%
Marcos Patrício -4,49%
Edézio Rezende – 0,74%
Bérgson Marques – 0,21%
Ricardo Felix -0,21%
 
P.S: Os números foram publicados na terceira edição da Revista Politika. Foram colhidos por um tal instituto de Fortaleza, o OP-DATA, que informa ter ouvido 5.683 eleitores espalhados em oito cidades entre os dias 1 e 3 de junho. O blog ainda não alisou os números de Sousa, Patos e Cajazeiras. Fará em seguida.
 
Postado por Genildo Alves.

Nenhum comentário:

Postar um comentário