8 de junho de 2011

Greve geral: mais de 4 mil servidores cruzam braços na UFPB e UFCG; HU diminuirá atendimentos


Os servidores das universidades federais da Paraíba aderiram hoje, quarta-feira (8), a greve nacional que já conta com a paralisação de 16 universidades.  Os funcionários estão reunidos em assembléia nesta manhã em todos os campi da UFPB e UFCG para definir o comando de greve e determinar quatro nomes para se juntarem a direção do movimento em Brasília.
O diretor da Fasubra (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras), Marcelino Rodrigues, afirmou que todos os funcionários, mais de 4 mil, aderiram a greve. Já no Hospital Universitário o movimento acontece com cautela, “nós não queremos prejudicar a população, então estamos conversando para o HU parar aos poucos. Nós vamos diminuir os atendimentos e comunicar a população e outros hospitais, mas dentro de alguns dias o HU deve para também”, disse.

Segundo Rodrigues, na tarde de hoje o comando de greve se reúne na sede do Sintesp (Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba) para organizar o calendário de atividades, que deve definir passeatas e outros movimentos grevistas.
Rodrigues ainda disse que o comando de greve tinha uma reunião marcada ontem (7) com o Governo Federal em Brasília, mas que o próprio Governo teria retirado a reunião da pauta do dia. “Eles tinham dito que, mesmo que se iniciasse uma greve, as negociações não iriam parar, mas depois fizeram isso, então as negociações não avançaram nada”, declarou.

A pauta – Nesta Campanha Salarial Emergencial 2011 os trabalhadores (as) reivindicam reajuste salarial, piso de três salários mínimos e step 5%, racionalização de cargos, reposicionamento de aposentados, mudança no Anexo IV (incentivos de qualificação), devolução do vencimento básico complementar absorvido, isonomia salarial e de benefícios, contra a terceirização, revogação da Lei nº 9.632/98, abertura imediata de concursos públicos para substituição da mão de obra terceirizada e precarizada em todos os níveis da carreira para as áreas administrativas e dos HUs e extensão das ações jurídicas transitadas e julgadas.

Na semana passada cerca de 130 delegados, representando 36 de sindicatos de técnico-administrativos em educação das universidades brasileiras, decidiram que os 179 mil trabalhadores entrariam em greve na última segunda-feira (06) por tempo indeterminado.

Paraiba.com

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