15 de junho de 2011

Cícero diz que disputará PMJP com ou sem Cássio e afirma que ficou mais pobre com a política

Presidente do PSDB paraibano, senador Cícero Lucena saiu do armário. Não se sabe ainda realmente quais são as razões, mas o certo é que ele resolveu deixar de brincar de esconde-esconde e confirmou nesta segunda-feira, durante entrevista ao Conexão Arapuan, da Tv Arapuan, que é candidato à prefeitura de João Pessoa nas eleições de 2012. E com um detalhe: com ou sem o apoio do ex-governador Cássio Cunha Lima.
 
“Eu prefiro o povo”, declarou Cícero, ao ser questionado se tivesse que escolher entre o apoio de Cássio e do ex-governador José Maranhão (PMDB). Para ele, no entanto, a ideia é lutar para manter o apoio de Cássio e fazer entende-lo que as disputas municipais devem ser respeitadas pela conjuntura estadual. “Cada município tem sua particularidade. Entendo que devemos fazer uma campanha com as forças que podem derrotar a gestão que aí está”, declarou o senador, descendo o sarrafo na gestão Agra/Ricardo.
 
Alguém pode dizer que Cícero está apenas delimitando o terreno do PSDB para não cometer o erro que cometeu desde de 2008, quando se omitiu dos confrontos e deixou o partido reduzido a quase nada na Capital, engolido pela tese de alinhamento ao grupo de Ricardo Coutinho. Mas pelo discurso contundente que já imprimiu é certo que vai trabalhar para estar competitivo no início de 2012.
 
Apesar de ter falado muito, a declaração de Cícero que mais chocou aos presentes foi a de que ficou mais pobre desde que entrou na política. “Era empresário antes de entrar na política. Ao entrar, deixei de ter tempo para tal a fim de me dedicar à política”, disse. Declarou que, pessoalmente, não tem negócios na China. Com um patrimônio declarado de R$ 915 mil em 2006, Cícero disse que apenas acrescentou um pouco mais até os dias de hoje. Segundo ele, tudo compatível com o trabalho desses anos todos.
 
Teve gente querendo fazer cotinha pra ajudá-lo. Somente de salário, o senador tucano recebia R$ 45 mil por mês, resultado da soma da remuneração do Senado e da pensão de ex-governador.
 
Postado por Genildo Alves.

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