21 de junho de 2011

Novatos produzem 37% das leis na AL; Aníbal, Daniella e Janduy são os mais produtivos


Marinheiros de primeira viagem, apesar de nem todos inexperientes na política, os deputados eleitos em 2010 para o primeiro mandato na Assembleia Legislativa da Paraíba foram responsáveis por 37% de todos os projetos de lei ordinária apresentados na Casa no primeiro semestre deste ano.
 
Das 285 leis ordinárias sugeridas, 107 foram apresentadas pelos deputados que estão pisando pela primeira vez no plenário da Casa Epitácio Pessoa.
 
O índice é bom, mas fica abaixo do que se esperava uma vez que os 17 novatos representam praticamente a metade do total de deputados, o que sugeria uma produção de quase 50% do total.
 
De toda forma, apesar de levarem um banho dos deputados reeleitos, eles não decepcionaram, revelando que a renovação dos quadros é sempre importante pra "oxigenar" as ideias legislativas.
 
 Os novatos que mais sugeriram leis pra melhorar a vida do paraibano foram Dr. Aníbal Marcolino (21 projetos), Daniella Ribeiro (12 projetos) e Janduy Carneiro (11).
 
Os três ficaram acima da média que é de seis projetos de lei ordinária pra cada novato.
 
Na lista de leis ordinárias, a lanterninha foi a deputada Lea Toscano (PSB), esposa do ex-deputado Zenóbio Toscano. Ela apresentou somente um PLO. Em contrapartida, foi a única entre os novatos que sugeriu um projeto de Lei Complementar, instituindo a Região Metropolitana de Guarabira.
 
Campeão de produtividade, Aníbal Marcolino instituindo leis ligadas à questão de saúde. Sugeriu aplicação de multa para o cidadão que permitir a proliferação do mosquito da Dengue em casa ou em seu estabelecimento comercial. E também sugeriu lei garantindo gratuidade em transportes intermunicipais para portadores de doença mental.
 
Aníbal também defendeu que as contas de água, luz e telefone apresentassem leitura em Braile para os deficientes visuais.
 
Oposicionista, sugeriu ainda lei que proíbe mídia institucional de obras ainda não inauguradas.
 
Passe livre pra portador do HIV e escovação de dente obrigatória nas escolas
 
 
Para os novatos, a Paraíba poderia ser melhor caso todas as escolas do ensino público na Paraíba fossem obrigadas a assegurar a escovação diária de seus alunos. A proposta é da deputada Eva Gouveia (PTN), esposa do ex-deputado e atual vice-governador Rômulo Gouveia (PSDB). Apesar de fugir da tribuna, a deputada apresentou três projetos de lei ordinária neste primeiro semestre.
 
Vice-presidente da Assembleia e considerado hoje um dos principais articuladores da bancada governista, o deputado Edmilson Soares (PSB) fez seis sugestões de novas leis. Uma delas assegurando passe livre em transportes intermuncipais para portadores de HIV.
 
Já o petista Anísio Maia (PT), que também apresentou seis projetos de lei ordinária, sugeriu meia passagem nos coletivos para professores da rede pública.
 
 
Caio Roberto e Wilson Braga: a vitória do mais jovem
 
 
Ambos estreantes na Assembleia, o deputado mais jovem, Caio Roberto, e o mais velho, Wilson Braga, também apresentaram sugestões de leis. No ranking das matérias, no entanto, a juventude levou vantagem. Caio apresentou seis projetos enquanto que o experiente Braga apenas três.
 
Entre eles, o projeto criando o Fundo Estadual do Trânsito.
 
 
Toinho do Sopão só apresento dois projetos de lei
 
Eleito o mais votado e dono das declarações mais polêmicas da Assembleia, entre elas a que sugeria trabalho infantil e “pisa” regular em criança, o estreante Toinho do Sopão (PTN) apresentou apenas dois projetos de lei ordinária este semestre. Um deles criando o Programa Habitacional Emergencial para obrigar o Estado a remanejar famílias que mora em áreas de risco na Paraíba.
 
 
Ranking dos Novatos:
 
Aníbal Marcolino – 21 projetos
Daniella Ribeiro – 12 projetos
Janduy Carneiro – 11 projetos
Edmilson Soares – 6 projetos
Doda de Tião – 6 projetos
Anísio Maia- 6 projetos
Gilma Germano – 6 projetos
André Gadelha – 6 projetos
Caio Roberto – 6 projetos
Hervázio Bezerra – 5 projetos
Domiciano Cabral – 5 projetos
Genvial Matias – 5 projetos
Wilson Braga – 3 projetos
Luciano Cartaxo – 3 projetos
Eva Gouveia – 3 projetos
Lea Toscano – 1 projeto
 
 Postado por Genildo Alves.

Santiago, paga logo!


A palavra foi dada ao homem para que ela esconda suas verdadeiras intenções. Sempre repito tal máxima porque acho que ela é a que mais se encaixa no jogo político, tema recorrente em minhas colunas.
 
Ora, é tão bonito ver o debate sobre a permuta de terrenos entre o governo do Estado e o dono do Shopping, Roberto Santiago, ser pautada pela discussão da moralidade ou da falta de legalidade na operação.
 
Toda vez que o milionário Santiago está em jogo é assim: ninguém quer sair “liso” da discussão. Não todos, mas deputados, oposicionistas e governistas, empresários e quase toda sorte de gente que se envolve no debate querem sair menos pobre do que entraram.
 
Os que ficam em silêncio, incluindo os oposicionistas, é porque já foram contemplados.
 
Entrar na luta apresentando o motivo do “quando a farinha é muita, meu pirão em dobro” não é nada nobre. Por que não revesti-la de um debate sobre moralidade, então?
 
Façam-me o favor. O governo quer construir novos equipamentos de segurança e Santiago um empreendimento que vai gerar 2,5 mil empregos e ainda valorizar ainda mais quem mora em Mangabeira. Será que quem mora em Mangabeira não merece?
 
Se há alguma ilegalidade na transação que se acione o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público pra tirar a limpo essa história. No mérito, não há o que discutir.
 
Mas ficar brincando com a inteligência do povo não dá.
 
Fizeram a mesma coisa com a instalação do Moinho Dias. Acentuaram a ilegalidade pra assegurar “biscoitinho” extra do grupo. Resultado: construíram silos quase que dentro do mar, quando a Constituição do Estado, em condições normais, não permitiria.
 
Duvido que se a mesma permuta fosse com a Polícia Federal se algum deputado, oposicionista ou governista, teria a mesma inspiração moralista pra condená-la.
 
Pra fechar, uma dica: Santiago, paga logo que esse assunto se resolve. O que é eventualmente ilegal vai se transformar na operação mais lícita do mundo.
 
 Postado por Genildo Alves.

Leitores do blog são contra liberação das Marchas da Maconha


Nada de defender publicamente a legalização do uso da maconha. Para a maioria esmagadora dos leitores do blog, o Supremo Tribunal Federal errou em considerar constitucional a realização das famosas Marchas da Maconha.
 
Foram 125 votos contra a decisão do STF contra apenas 54 votos a favor. Cinco leitores disseram que não sabiam responder a pergunta.
 
Será esse o retrato real do pensamento do paraibano?
 
 
POSTADO POR GENILDO ALVES.

Presidente da associação dos “rádios poste” diz que empresários...


Presidente da Associação Paraibana das Rádios Alternativas e a Cabo (Aprac) , Francisco Alves, disse que vai até à Justiça para garantir a aprovação da lei que regulamenta os serviços dos chamados de rádios de poste, disciplinando o uso e controlando as concessões.
 
Segundo ele, há toda uma jurisprudência e legislação, já adotada em cidades como o Rio de Janeiro, por exemplo, que dão sustentação legal à lei que está pra ser aprovada na Câmara Municipal de João Pessoa.
 
“Não existe essa história da prerrogativa exclusiva da União em legislar sobre o tema porque nossos serviços, na prática, são de alto-falante”, declarou Alves, alegando que a lei municipal terá como base lei estadual aprovada pela Assembleia e sancionada pelo então governador Cássio Cunha Lima.
 
Segundo ele, empresários da Comunicação estão juntos pra tentar intimidar os vereadores. Ou seja, quem votar a favor da lei entra pra lista negra.
 
E aí, vereadores: vão encarar?
 
Postado por Genildo Alves.

Lindolfo Pires tem que fazer as pazes com Ricardo Marcelo

O deputado Lindolfo Pires (DEM) é um dos parlamentares da base governista que mais se encaixa no perfil de líder. Bom de fala e comedido de ações, Pires seria perfeito se não fosse por um detalhe: é “brigado” com o presidente da Assembleia, Ricardo Marcelo (PSDB).
 
Ora, como ser um bom líder do governo sem interlocução com o “comandante” da Casa?
 
Lindolfo Pires, por mais esforços que empreenda, não conseguirá estabelecer um canal entre o governo e o Legislativa por completo se faltar o presidente da Assembleia.
 
Não sei se é mais possível reatar dignamente a relação, mas que é necessário é.
 
Postado por Genildo Alves.
 

Corujinha vai continuar no ninho de Luciano Agra, diz Bosquinho


O secretário de Esportes de João Pessoa, vereador João Corujinha, não vai deixar a pasta retornar à Câmara Municipal, conforme bradou quase que “oficialmente” o vereador Fernando Milanez (PMDB), líder da oposição.
Quem garante é o vereador Bosquinho (DEM), que estava com mandato ameaçado diante de um eventual retorno de Corujinha. Segundo ele, tudo não passou de boato da oposição para causar instabalidade na base.
“Quem tem que exonerar comunicar exoneração de secretário ou é o prefeito ou o líder do prefeito. Não da oposição”, alfinetou Bosquinho.
Corujinha, de fato, esteve hoje com o prefeito Luciano Agra. Conversaram sobre algumas queixas do secretário. Mas nada que provocasse a mudança do ninho.

Postado por Genildo Alves.

Efraim Filho nega debandada de prefeitos do DEM para o PSB: A lista é falsa


Foi num programa de televisão pra ninguém duvidar depois. O deputado federal Efraim Filho (DEM) declarou que a lista divulgada pelo PSB apontando a filiação de vários prefeitos ao partido, entre eles do DEM, é falsa.
 
Ele disse que foi feita sem a devida autorização dos prefeitos que foram listados. No Rede Verdade desta terça-feira, Efraim Filho declarou que dois deles já desmentiram a filiação ao PSB: João Elias Azevedo (DEM), prefeito de Nova Floresta, e Francisco Alipio Neves (DEM), prefeito de São Sebastião do Umbuzeiro.
 
“E ainda vou conversar com o prefeito de Tavares e o de Água Branca sobre o tema, já que temos a informação de que todos desmentem a filiação”, disse.
 
Apesar de reafirmar apoio à base do PSB no governo e na prefeitura de João Pessoa, Efraim Filho diz que os prefeitos do DEM que deixaram a legenda sem motivo pra se filiar ao PSB correm sim o risco de perder seus mandatos.
 
Ele descartou, no entanto, que haja “assédio” por parte do PSB aos prefeitos do DEM. E disse que o fato não provocará crise na relação das duas legendas.
 
Será?
 
Postado por Genildo Alves.

Ricardo rebate oposição e diz que governo investe R$ 50 milhões em Campina

Para afastar a tese da oposição que critica a falta de investimentos do governo em Campina Grande, o governador Ricardo Ricardo Coutinho anunciou que o atual governo está investindo cerca de R$ 55 milhões em obras na cidade de nas áreas de saúde, educação, abastecimento, saneamento e habitação.

 Durante inauguração da nova Central de Polícia de Campina Grande nesta terça-feira (21), o  governador elencou obras como a reforma do escola de áudio-visual (R$ 1,1 milhão), a conclusão do Hospital de Emergência e Trauma (mais de R$ 5 milhões),  o Restaurante Popular, a Adutora São José,  saneamento de Campina Grande, centro de Inovação Tecnológica Telmo Araújo,entre outras.

Ricardo Coutinho avisou que o povo de Campina Grande pode esperar que outras ações virão.  “Estamos saneando o Estado e caminhando por um processo que não é fácil, mas estamos avançando. Somente no Orçamento Democrático assinados quase R$ 200 milhões em Ordens de Serviço de obras em todas as regiões que é um dinheiro que nenhum governo da Paraíba em 5 meses conseguiu investir”, completou.  

Postado por Genildo Alves.

Pesquisas da Politika: números e análises

 
João Pessoa: Gestão de Ricardo é o iô iô eleitoral de Maranhão
 
O projeto do PSB na Paraíba e em João Pessoa é um só. Por causa disso, a disputa na Capital em 2012 tende a ser, um pouco mais do que outras vezes, ainda mais estadualizada.
 
Nesse sentido, é correto afirmar que Luciano Agra, que apareceu em primeiro lugar com 20,16% da intenção de votos na pesquisa pré-eleitoral realizada pela Revista Politika,  enfrentará os adversários do governo Ricardo Coutinho. E não necessariamente da prefeitura de João Pessoa. Por isso, da importância do governo do Estado na campanha de Agra à reeleição como fiador eleitoral.
 
O eleitor de João Pessoa vai querer apostar em Agra desde que o seu “padrinho”, o governador Ricardo Coutinho, mereça. Neste sentido, o ex-governador José Maranhão, segundo lugar nas pesquisas, é a personificação do voto “vingativo”.
 
Ora, ainda está muito nítida e presente na cabeça do eleitor pessoense a disputa entre Maranhão e Ricardo nas eleições de 2010. E a vitória esmagadora deste em relação ao outro. As posturas adotadas no início do governo, no entanto, geraram desconforto entre aqueles que preteriram Maranhão e preferiram Ricardo.
 
Resultado: essa turma sinaliza pra despejar toda “vingança” votando em Maranhão, o que lhe confere musculatura eleitoral anormal. O que significa dizer que o bom desempenho do ex-governador estará quase sempre condicionado ao mau desempenho do governo Ricardo Coutinho. E vice-versa.
 
Caso haja uma reversão da imagem do governo entre os pessoenses, elevando o nível de satisfação do eleitor em relação ao governo, Maranhão passa a ter apenas o tamanho eleitoral que tem naturalmente. Sem menos. Sem mais.
 
Para Luciano Agra, o perigo está na junção dos oposicionistas. Maranhão e Cícero Lucena (PSDB) juntos, apesar do teto de rejeição, farão sombras as pretensões de reeleição do prefeito.
 
Para Agra, o ideal seria trabalhar para separá-los. Um vice do PSDB, seria uma solução, por exemplo.
 
Destaque:
 
Surpreende o desempenho do vereador Bira (PSB) neste processo. Com 4%, ele aparece do tamanho do deputado federal Manoel Júnior (PMDB), que já foi vice-prefeito, deputado estadual e trabalha diuturnamente pra ser o prefeito da Capital.
 
 
Números:
 
Luciano Agra – 20,16%
José Maranhão – 18,8%
Cícero Lucena – 15,01%
Luiz Couto – 4,89%
Manoel Júnior – 4,2%
Bira – 4,1%
Luciano Cartaxo – 2,62%
Vitalzinho- 2,52%
Fernando Milanez – 1,84%
Benjamim Maranhão – 1,63%
Ruy Carneiro – 1,51%
Avenzoar Arruda – 0,63%
 
 
Campina Grande: Veneziano nas mãos de Daniella Ribeiro
 
 
Em Campina Grande, o quadro não se alterou muito desde a primeira aferição eleitoral feita pelo Instituto Opinião em janeiro deste ano. O povo insiste em fazer de Diogo Cunha Lima, filho do ex-governador Cássio Cunha Lima, prefeito de Campina. E Diogo insiste em não ser.
 
Ele aparece em primeiro (24,75%) e Rômulo Gouveia em segundo (18,04%). Mas ambos tem mais chances de ficarem de fora do processo. O que abre todo o espaço para o único aliado dos Cunha Lima que está na fila há muito tempo, mas não vê a fila andar: Romero Rodrigues.
 
Na pesquisa de Campina Grande, o fato a se registrar é apenas um: a deputado Daniella Ribeiro (PP) se mantém como a melhor opção fora do grupo Cunha Lima para a disputa. Isso faz com que o prefeito Veneziano Vital do Rego (PMDB), ainda muito cauteloso a tratar do assunto fique refém dos Ribeiros.
 
Por mais que resista a isso, ainda não conseguiu uma solução alternativa.
 
Números:
 
Diogo Cunha Lima – 24,75%
Rômulo Gouveia – 18,04%
Daniella Ribeiro – 12,54%
Romero Rodrigues – 11,11%
Guilherme Almeida – 5,83%
Inácio Falcão – 4,73%
Fernando Carvalho – 3,08%
Manoel Ludgério – 3,08%
Tatiana Medeiros – 1,54%
Alexandre Almeida (Bolinha) – 0,77%
Nelson da VidroBox – 0,44%
 
Santa Rita: o velho e o novo
 
Chegando ao fim da Era Marcos Odilon, que tem extremas dificuldades em ser objetivo na escolha de um sucessor, Santa Rita se encaminha para um debate pautado pela tradicional dicotomia do “velho” versus o “novo”, conforme apontou a pesquisa.
 
È provável que o incansável Reginaldo Pereira com 28% polarize a pré-disputa com o jovem estreante na política, Adones Júnior, ou com o vereador Ednaldo Edelícia, presidente da Câmara, que aparecem ambos com 13%.
 
Claro que ainda falta o componente do apoio do governador Ricardo Coutinho. E do próprio Marcos Odilon. E isso pode mexer no tabuleiro misterioso de Santa Rita.
 
Números:
 
  
Reginaldo Pereira – 28,09%
Adones Júnior – 13,8%
Ednaldo Edelícia – 13,57%
Estafânia Maroja – 6,24%
Humberto Alexandre -4,0%
José Bernardino – 2,1%
Gilvandro dos Santos – 1,1%
 
 
Bayeux: um ciclo vicioso que não tem fim
 
 
As eleições em Bayeux são compostas por tanta repetição de nomes e alteração de alianças que o povo da cidade nunca sabe bem o que quer. Já votou em Expedito contra os Cabral, votou em Jota Júnior contra Expedito e agora parece sinalizar pra Expedito contra os Cabral e o JJs.
 
É igual a Guarabira. Tem a eleição que é pra votar nos Paulinos e a outra nos Toscanos. Agora, segundo a pesquisa, é a vez de Expedito Pereira, que aparece liderando com 21%, o que dificulta a inserção de figuras de “fora” como o prefeito Marcos Odilon. Que, a meu ver, saiu abaixo do que poderá atingir no início da campanha.
 
O detalhe é que o prefeito Jota Júnior não vai apenas sair da política. Ela não vai conseguir deixar nem rastro.
 
Números:
 
Expedito Pereira: 21,78%
Sara Cabral: 13,05%
Coriolando Félix – 9,57%
Marcos Odilon – 9,43%
Domiciano Cabral- 5,9%
Efraim Filho – 5,9%
Fofinho – 1,43%
Francisco Macedo – 0,77%
Giucélia Figueiredo – 0,33%
Maria das Neves – 0,33%
Luciano Canuto (Tetê) – 0,22%
 
 
Cabedelo: difícil para “estrangeiros”
 
 
 
A pesquisa da Revista Polítika sobre a sucessão em Cabedelo revela uma coisa: o eleito ainda tem dificuldade em engolir candidaturas de fora. Tanto que o vereador Luceninha, que tem cara de cabedelense, está disparado com 49%. É o melhor índice proporcional entre os municípios analisados.
 
O morador de Cabedelo parecer que quer mudança sim. Uma nova Cabedelo. Mas pode ser uma nova Cabedelo com um velho cabedelense mesmo. A ex-deputada Lúcia Braga, que tem casa e vivência na cidade, é a única que parece tentar fazer um pouco de sombra pra Luceninha.
 
Em que pese ter registrado uma boa pontuação (7%) para quem não tem histórico de relação no município, o deputado Trócolli Júnior (PMDB) vai ter que investir mais na sua relação com a cidade se quiser fazer história nesta eleição. Trocar o Cabo Branco por Camboinha já seria um bom começo.
 
Detalhe: Auditor do Tribunal de Contas do Estado, o auditor Marcos Patrício é um histórico filiado do PSB do governador Ricardo Coutinho. Pode crescer mais do que os 4,49% registrados na pesquisa. Eu disse: pode crescer um pouco mais com o apoio do governador. Ser eleito dependerá muito mais dele mesmo.
 
Números:
 
Luceninha – 49,21%
Lúcia Braga – 10,29%
Trócolli Júnior – 7,25%
Marcos Patrício -4,49%
Edézio Rezende – 0,74%
Bérgson Marques – 0,21%
Ricardo Felix -0,21%
 
P.S: Os números foram publicados na terceira edição da Revista Politika. Foram colhidos por um tal instituto de Fortaleza, o OP-DATA, que informa ter ouvido 5.683 eleitores espalhados em oito cidades entre os dias 1 e 3 de junho. O blog ainda não alisou os números de Sousa, Patos e Cajazeiras. Fará em seguida.
 
Postado por Genildo Alves.

19 de junho de 2011

Pai de Santo prevê em programa de Samuka e Emerson “escândalo que vai abalar a Paraíba”

Um grande escândalo com "exame de paternidade" que envolve uma pessoa importante no estado deve ser revelado nos próximos dias e tomar conta de toda imprensa paraibana. A previsão foi feita pelo conhecido "Pai Romero" de Alhandra, no programa de Samuka Duarte e Emerson Marchado, no Sistema Correio de Comunicação.
Pai de Santo prevê em programa de Samuka e Emerson “escândalo que vai abalar a Paraíba”
Pai Romero já fez algumas previsões no rádio: o Infarto de suplente de vereador Djanilson da Fonseca, o acidente de um humorista paraibano, o casamento de Samuka Duarte, a posse de Cássio Cunha Lima no Senado e morte de um ente querido de um prefeito do litoral sul.
Segundo "Pai Romero" suas previsões trazem as certezas dos Orixás.
Outras previsões
Em dezembro, Pai Romero participou do Programa 'Acorda Paraíba', também do Sistema Correio, e revelou que "Cássio é mau, não assumirá o mandato de senador e que tudo que está acontecendo com ele é em razão de um ODUM, um espírito de um familiar dele que está lhe acorrentando e provocando todo essa maldição em sua vida".
Sobre Ricardo Coutinho, Pai Romero disse que o governador vai perseguir o funcionalismo público e que romperá com Cássio ainda este ano.
Acerca da Paraíba, o babalorixá previu que o estado passará por um momento negro a partir de março e de muita violência.
Já sobre Maranhão, ele falou que o peemedebista será ministro a partir do meio do ano.
Morte de um político: Pai Romero disse ainda que morrerá um político idoso e sua morte será natural, o babalorixá revelou ainda que esse político é inimigo de Ricardo Coutinho. Segundo o Pai Romero, o governador não prestará nenhuma homenagem, nem haverá de decretar luto com a morte.
Da redação

Eduardo Carlos fala sobre HDTV, licitações, IBOPE e violência na TV

Eduardo Carlos fala sobre HDTV, licitações, IBOPE e violência na TV
Em 17 de junho, a TV Cabo Branco completou exatos dois anos da assinatura da concessão de transmissão em HDTV. Como o senhor avalia o atual estágio dessa iniciativa?

Faz dois anos que somos a única emissora do Estado a transmitir em HD, oferecendo à Grande João Pessoa imagem e som de primeira qualidade. Investimos mais de 5 milhões de reais para tornar esse projeto possível. Adquirimos equipamentos tecnológicos de ponta, como o transmissor NEC, do Japão; a antena Kathrein, da Alemanha, e o sistema operacional Harris, dos Estados Unidos. Agora, estamos focando nos projetos de interatividade junto à Rede Globo. Há algum tempo fizemos também uma parceria com a Universidade Federal da Paraíba - que é referência nacional no assunto - para a criação de ferramentas exclusivas e nos próximos meses devemos começar a utilizá-las.

Já existe previsão de quando essa tecnologia chegará também a Campina Grande?

Estamos nos programando para que em 2012, ano em que a TV Paraíba completa 25 anos de existência, sejam inauguradas suas transmissões em HDTV. Já estamos no processo de compra e importação dos equipamentos para dar a Campina Grande a sua primeira emissora de TV com sinal digital. Mais uma vez, seremos pioneiros, sem abrir mão do que há de mais avançado tecnologicamente.

Isso significa que já veremos os especiais de Natal da Globo em HD?

Melhor ainda. Isso significa que o telespectador de Campina Grande vai poder desfrutar de toda a riqueza de cores e ritmos do Maior São João do Mundo em alta definição. A TV Paraíba Digital será realidade no primeiro semestre de 2012. Nossa equipe já está concentrada para que isso seja realidade.

No começo do mês de junho, foi divulgado o resultado da última pesquisa do Ibope para televisão. Como o senhor analisa os índices da TV Cabo Branco?

Ano após ano, a TV Cabo Branco se confirma como a emissora preferida do telespectador pessoense. Desta vez, ela teve 85% de participação, liderando nas médias dos três turnos: manhã, tarde e noite. Embora já estejamos acostumados com esses números, é realmente uma liderança espetacular. Mais uma vez, o JPB 2ª Edição disparou da concorrência e conquistou o primeiríssimo lugar, com um resultado ainda mais impressionante: é o programa mais visto de toda a programação na Grande João Pessoa, superando atrações nacionais, como as novelas e o Jornal Nacional. Também teve um excelente desempenho o programa Paraíba Comunidade, transmitido nas manhãs de domingo, com 48% de participação. As novelas continuam fazendo um enorme sucesso e novidades da programação se revelam como novos campeões de audiência, a exemplo do programa Bem Estar e da divertidíssima série Tapas & Beijos.

Na programação local, percebemos um crescimento dos programas que exploram a violência, sobretudo no horário do almoço. A TV Cabo Branco avalia a possibilidade de ceder a essa prática?

De maneira alguma. Nosso jornalismo é reconhecido por valores como qualidade, credibilidade e sensatez. Seguimos o padrão Globo e não é nossa intenção explorar a miséria humana. Abordamos a violência como notícia, por ser um dos problemas da sociedade. Mas, isso sempre é feito com muita responsabilidade, respeitando a dor das famílias envolvidas. Aliás, a diretriz que nos foi passada pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal, em 2009, é de que não devemos expor a imagem dos presos. O governo resolveu acatar essa recomendação apenas em maio deste ano, mas sempre foi a conduta disseminada para nossas equipes. Os crimes não são espetáculos e os criminosos não devem jamais ser tratados como atrações. É questão de bom senso.

Mas os resultados obtidos têm sido celebrados pela concorrência?

Na verdade, prefiro não discorrer mais sobre o jornalismo feito pela concorrência. O que posso dizer é que nas nossas emissoras optamos pelo jornalismo digno e aprofundado; um jornalismo que persegue a veracidade dos fatos e não se omite diante de irregularidades e injustiças. A consequência disso é agradar o público que reconhece um produto de qualidade e conquistar reconhecimento da categoria, como o prêmio Sebrae de Jornalismo que ganhamos com a Caravana JPB, concorrendo com trabalhos de todo o país. Acabamos de receber a notícia de que a série também foi vencedora no Prêmio Clara de Assis, concedido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A Caravana JPB é motivo de muito orgulho. Foi um projeto de altíssimo nível; a equipe percorreu mais de 5 mil quilômetros, ouvindo a população de todas as microrregiões paraibanas. O interessante é que isso aconteceu às vésperas das eleições e contribuiu para que os candidatos tomassem conhecimento dos problemas enfrentados pelo Estado. Outro diferencial do jornalismo que praticamos é que aproveitamos a hora do almoço para realizar edições mais leves e sempre que possível trazer novidades em datas especiais, como o projeto JPB São João, que está sendo transmitido toda sexta-feira, direto do Parque do Povo.

Como o senhor avalia o atual momento do mercado publicitário?

Acho que o mercado publicitário local evoluiu muito em alguns aspectos, sobretudo no volume de publicidade, transitando nas mais diversas mídias. Ainda assim, percebo a necessidade de termos um mercado com mais autonomia, um mercado em que a iniciativa privada seja seu motor. Isso é algo que conseguimos pouco a pouco, com o desenvolvimento do comércio local, afinal um varejo forte faz o mercado forte. Temos um sindicato (Sinapro) atuante; uma associação (Abap) que trabalha para a qualificação do mercado. Aliás, diga-se de passagem, é extremamente importante que as agências busquem a certificação do Cenp. É de igual relevância que o mercado deixe de depender de verbas públicas, pois podem se deparar com uma retração dessa fonte a qualquer momento.

E como enfrentar o desafio de cobrir a falta das verbas oficiais e atingir as metas de faturamento?

Há uma atitude adotada por algumas empresas que se depararam com essa retração da verba pública, como foi o nosso caso neste primeiro semestre de 2011. O nosso departamento comercial foi buscar no varejo, com muito esforço e competência, a verba complementar para atingir sua meta. O desempenho das equipes de João Pessoa e Campina Grande é digno de aplausos. Aliás, vale ressaltar que historicamente as verbas públicas representam não mais do que 20% da receita publicitária das nossas emissoras.

Essa independência também tem como vantagem a maior liquidez da receita privada, certo?

Sem sombra de dúvida. A iniciativa privada trata liquidez de investimentos publicitários como trata todos os serviços contratados. Em alguns instantes de flutuação da economia, surge algum tipo de dificuldade, mas o setor privado permanece cumprindo os seus compromissos como rege o bom comportamento comercial. Já o poder público, sem definir critérios de segurança, fragiliza a situação das agências, produtoras, fornecedores e veículos que lhe prestam serviços. Ele paga de acordo com o humor. Um exemplo disso são os investimentos da Prefeitura de João Pessoa feitos no 2º semestre de 2010 nos nossos veículos e que ainda não tiveram liquidez, devido ao humor do secretário de Comunicação e do prefeito.

Um tema que voltou a ser discutido com frequência é a atuação do Poder Legislativo encaminhando leis que deliberam sobre o uso da radiodifusão no Estado. Como presidente da Asserp e membro do Conselho Superior da Abert, de que forma o senhor vê essas iniciativas?

Tenho sido surpreendido desde 2006 com o Poder Executivo criando leis que ferem frontalmente a Constituição Federal. O fato de um vereador apresentar um projeto de lei que intervenha na radiodifusão, e esse ser aprovado e sancionado pelo prefeito, não significa que seja constitucional. Incluem-se aí as recentes decisões do Tribunal de Justiça a respeito das leis 10714/2006 e 10716/2006, aprovadas e sancionadas, mas que foram declaradas inconstitucionais.

Esse raciocínio também vale para a proposta de implementação do "Sistema de Radiodifusão Alternativa a Cabo" no município de João Pessoa?

A legislação de radiodifusão, seja aérea - por transmissão de ondas-, ou física - por cabo ou fio-, é prerrogativa da União. O fato de existir uma lei em que o governo do Estado autoriza a prefeitura a legislar sobre radiodifusão não significa que não seja tão inconstitucional quanto às leis promulgadas pela Prefeitura da Capital. Porque a Constituição é clara: legislar sobre radiodifusão é competência exclusiva da União e a Constituição é soberana.

O governo do Estado já está com sua concorrência em andamento. O senhor acredita que seja uma boa oportunidade para a ativação do mercado publicitário?

Todo processo licitatório é louvável, já que promove a transparência e a segurança, mas a última licitação proposta pelo governo me surpreendeu. Antes de tudo, porque depois de seis meses de muita discussão e preparação, o edital foi publicado e, em 15 dias, já teve de ser retificado duas vezes por incorreções.

O edital prevê que todas as agências concorrentes sejam certificadas pelo Cenp (Conselho Executivo das Normas-Padrão).

A lei 12232/10 leva a uma evolução na licitação, prevendo que as agências sejam certificadas. Essa é uma mudança muito salutar, mas infelizmente temos ainda poucas agências certificadas pelo Cenp. São apenas 18 em todo o Estado, sendo 14 em João Pessoa e apenas 4 em Campina Grande. Todas as outras terão de ficar de fora. A profissionalização e as exigências de qualificação contínua do mercado, no entanto, são fatores inquestionáveis. Nesse sentido, a certificação é sinônimo de evolução e adoção das melhores práticas da publicidade brasileira. Outro critério que tem dividido opiniões é a exigência de patrimônio líquido de 200 mil reais. Se por um lado, isso gera segurança; por outro, elimina vários participantes que são reconhecidamente competentes.

Mas 17,5 milhões de reais é uma verba expressiva para irrigar o mercado e os veículos, não?

Apenas em tese. Na realidade, a lei 8666/93, que exige patrimônio líquido, também exige, com base no valor licitado, que seja dada garantia mínima aos participantes vencedores. Garantias reais de que os vencedores executariam no mínimo 10% da verba licitada. Isso nos leva a crer que deveriam ser assegurados, no mínimo, dois milhões para cada agência vencedora. Sem lotes definidos, não fica transparente nem assegurado que as agências vencedoras executem algum serviço. Portanto, fica a cargo do humor do secretário quem vai trabalhar e quem não vai, independentemente de critérios técnicos de qualificação. Isso dificulta bastante a situação das agências envolvidas, visto que o planejamento se torna impraticável. Não é possível se programar adequadamente para atender à demanda se não são informados números, quantidades, garantias.

Mas isso não serviria para dar maior flexibilidade no uso das verbas, permitir remanejamentos?

Não acredito nessa hipótese. Parece-me mais uma estratégia de vigilância e controle do governo. Uma forma de manter as agências dependentes dos humores ou favores do secretário de Comunicação. É um artifício tortuoso que põe em risco a autonomia das empresas de comunicação do Estado.

Da redação com informações da TV Cabo Branco

'Todo Mundo em Pânico 5' já tem data para estrear

'Todo Mundo em Pânico' deve voltar com paródias e mulheres bonitas A Weinstein Company anunciou, em comunicado, que o filme Todo Mundo em Pânico 5, agora parodiando as superproduções de Hollywood, de um modo geral, chega às telonas americanas em 20 de abril de 2012. Em 2009, rolaram rumores de que o novo Todo Mundo em Pânico seria um remake da primeira versão.


Outra grande aposta do estúdio, Halloween 3D, terceiro filme da nova "saga" do assassino Michael Myers, chega aos cinemas em 26 de outubro de 2012, com roteiro de Patrick Lussier e Todd Farmer. Já Todo Mundo em Pânico continua com equipe criativa indefinida, bem como elenco.

Por Tiago Nunes com informações de Jornal do Brasil

Governo vai construir nova Acadepol, sede do IPC e Central de Polícia na entrada do Geisel

O Governo do Estado vai construir uma nova Academia de Polícia e o Instituto de Polícia Científica na entrada do conjunto Ernesto Geisel, onde pretende também instalar o prédio da Central de Polícia, que hoje funciona precariamente perto do terminal rodoviário. Projeto de lei neste sentido foi enviado à Assembleia Legislativa e deverá ser votado antes do recesso parlamentar, pedindo autorização para permutar esta área com o terreno onde fica hoje a Acadepol, em Mangabeira.

De acordo com a procuradora do Estado, Livânia Farias, a troca é com o grupo Futura Negócios Ibobiliários e com o Shopping Manaíra, que pretendem construir um grande empreendimento em Mangabeira. Para efetuar a permuta, após autorização da Assembleia e mediante laudos da Suplan, o Estado terá que receber 100% a mais do valor da diferença entre os dois terrenos, possibilitando assim a construção dos equipamentos de segurança.

O projeto prevê, ainda, que o terreno no Geisel só permite investimentos na área de segurança pública e que a permuta só se concretizará quando a Acadepol já estiver instalada no outro local. “É uma área densamente povoada, que precisa de mais ação da polícia, além de economizarmos recursos, por isso nossa opção em construir tudo concentrado na entrada do Geisel”, disse a secretária.

Com relação ao novo empreendimento privado que será construído onde hoje funciona a Acadepol, a secretária disse que aquela região tem forte apelo comercial e considera importante a vinda de fábricas, empresas e comércio, que venham gerar emprego e renda para os paraibanos, tendo em vista a forte competitividade entre os estados em atrair investimentos nesse momento de expansão da economia nordestina.

Livânia Farias disse que este ano o Estado deve investir de 7 a 8 % de seu orçamento com segurança pública, uma prioridade hoje da população. Ela anunciou, também, que o novo prédio da Central de Polícia de Campina Grande será inaugurado na próxima terça-feira, 21, pelo governador Ricardo Coutinho.


Da redação com informações do PB Agora

Bebês cada vez mais expostos ao crack

Bebês cada vez mais expostos ao crack
Cresce o número de recém-nascidos expostos à droga na gestação. Estudos sugerem que ela afeta o desenvolvimento cerebral das crianças

Cerca de 600 bebês nascem todos os meses na Maternidade Estadual Leonor Mendes de Barros, a principal da Zona Leste de São Paulo. A neonatologista Graziella Pacheco Velloni é responsável pelos primeiros cuidados que eles recebem. Na semana passada, a médica tentava aliviar o sofrimento de gêmeos prematuros nascidos no início do mês com pouco mais de 1.200 gramas. Os meninos ainda precisavam receber oxigênio e eram alimentados por meio de uma sonda gástrica. Do lado de fora da UTI, não havia pai, mãe, avó ou parente distante torcendo por eles.

A mãe, uma moça de 22 anos, recebeu alta e não voltou mais. Graziella suspeita que as crianças tenham sido expostas ao crack na gestação. A médica está acostumada a lidar com dramas desse tipo, que não são raros naquele hospital. Mas acostumada não significa conformada. “Meu sentimento é de total impotência”, afirma. “A gente fica em dúvida sobre o que seria melhor para essas crianças: viver com os pais viciados ou viver sem os pais?”

Em 2007, apenas uma criança nascida na maternidade foi encaminhada à adoção porque a mãe, dependente química de crack ou cocaína, abriu mão do bebê. Em 2008, foram 15 casos. No ano seguinte, mais 26. Em 2010, outros 43. Só no primeiro trimestre deste ano, o hospital encaminhou 14 recém-nascidos para a Vara da Infância e Juventude. Eles vão para abrigos e ficam à espera de adoção.

“O consumo de crack durante a gestação é um grave problema médico e social”, afirma Corintio Mariani Neto, diretor do hospital. Ele diz que a droga pode provocar diversos problemas: descolamento da placenta, falta de oxigenação, retardo do crescimento, baixo peso no nascimento e morte neonatal. Quando o bebê sobrevive, surgem preocupações sobre a extensão dos danos provocados pela droga. Há os problemas visíveis e imediatos e há os danos posteriores, relacionados ao desenvolvimento – sobre os quais ainda se sabe pouco. Quando a grávida usa crack ou cocaína, o bebê costuma nascer hiperexcitado, irritado, choroso. É sinal de que a droga chegou ao cérebro e pode ter provocado alterações de desenvolvimento. Mas o resultado desse contato precoce só pode ser observado anos depois, quando a criança começar sua vida escolar.

Nos primeiros dias depois do parto, a droga é metabolizada pelo fígado do bebê e expelida nas fezes. Em cerca de uma semana, a criança está livre da substância. Bebês expostos à cocaína e ao crack durante a gestação não nascem com síndrome de abstinência evidente, como ocorre quando a mãe usa heroína, morfina e qualquer outro derivado do ópio. Nesses casos, o organismo dos bebês sente falta da substância. Para tratá-los é preciso dar a mesma droga e reduzir a dose aos poucos.

A grande preocupação em relação ao crack e à cocaína é o desenvolvimento futuro da criança. “As drogas alteram a arquitetura cerebral do feto. Elas mudam a formação de sinapses, conexões e circuitos. Ao final, podem provocar alterações cognitivas que prejudicam a vida social e escolar da criança. Sua capacidade de entender conceitos abstratos e fazer associações pode ser comprometida”, diz Ruth Guinsburg, professora de pediatria neonatal da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Um dos grupos mais dedicados ao estudo desse problema é o da americana Emmalee S. Bandstra, professora de pediatria, obstetrícia e ginecologia da Universidade de Miami. No final dos anos 1990, a equipe dela reuniu 476 recém-nascidos (nenhum prematuro) para realizar um amplo estudo sobre os efeitos da exposição à cocaína e ao crack durante a gestação. Metade das mães usava drogas de forma frequente e metade não usava. O estudo, que ainda continua, deu origem a vários artigos científicos. Em um deles, a equipe avaliou funções intelectuais e capacidade de aprendizagem aos 7 anos. O risco de apresentar dificuldades de aprendizagem foi três vezes mais elevado no grupo de crianças que teve contato com a droga.

“As habilidades matemáticas parecem ser as mais afetadas”, escreveu Emmalee num artigo publicado na revista científica Developmental Neuropsychology. “Essa descoberta desperta questões sobre os processos neuropsicológicos que podem ser afetados.” As competências matemáticas são comandadas por várias regiões do cérebro, entre elas o hemisfério direito, o lobo frontal e o lobo temporal. Em tese, portanto, o consumo de crack durante a gestação poderia ter impacto sobre diversas regiões do cérebro do bebê. O primeiro passo para tentar entender a extensão do problema é identificar as crianças afetadas. Mas o Ministério da Saúde do Brasil não tem ideia de quantos recém-nascidos são expostos a drogas durante a gestação. “Precisamos ficar atentos a esse problema porque deve haver muita subnotificação”, diz a professora Ruth, da Unifesp. A equipe do Leonor fez um esforço para contar os casos e investigá-los. É um exemplo a ser seguido.

Tiago Nunes

ENTRAVE: dinheiro para pagar professores fica travado no Ministério da Educação

Desde que o governo federal estipulou um piso salarial aos professores, em julho de 2008, gestões estaduais e municipais têm reclamado à União sobre as dificuldades para arcar com essas despesas. Por isso, em 2009, o Ministério da Educação (MEC) aprovou uma resolução separando verbas para ajudar as administrações a complementarem o valor. A liberação dos recursos é aprovada desde que critérios determinados pela pasta sejam cumpridos. Até hoje, no entanto, nenhum centavo saiu do orçamento federal e, mesmo com a alteração de um dos critérios, prefeitos e governadores não têm conseguido o dinheiro. Este ano, o piso é de R$ 1.187,97.

Até março, cinco tópicos serviam de pré-requisito para que o MEC concedesse a ajuda de custo aos governadores e prefeitos: a aplicação de 25% das receitas na manutenção e no desenvolvimento do ensino; o preenchimento do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope); o cumprimento do regime de gestão plena dos recursos vinculados para a manutenção e o desenvolvimento do ensino; a demonstração do impacto da lei do piso nos recursos do estado ou do município; e a apresentação majoritária de matrículas na zona rural, conforme a apuração no censo anual de educação básica.

Além desses quesitos, as localidades que pedem o benefício têm de fazer parte do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Em 2009, 29 municípios pediram a complementação, mas nenhum preencheu os requisitos. No ano passado, 40 solicitaram a ajuda, também sem sucesso. O MEC não divulga quais foram as localidades que tentaram conseguir o benefício. Este ano, 20 cidades pediram a ajuda ao governo federal, mas ainda aguardam a análise. Entretanto, 10 não são beneficiadas pelo Fundeb e, portanto, estão automaticamente eliminadas do processo.

Flexibilização

Em março, a pasta do ministro Fernando Haddad flexibilizou um dos critérios. No lugar do tópico que tratava de educação na zona rural, os técnicos do ministério colocaram uma norma que exige a apresentação de um plano de carreira para o magistério, com lei específica.

O MEC, como ocorria nas exigências iniciais, instituídas há dois anos, ainda avalia as finanças do governo local por meio do Siope e leva em conta a possível capacidade de qualificação para a complementação a municípios que ficam em regiões historicamente desfavorecidas. De acordo com informações do ministério, a pasta reservou cerca de R$ 850 mil para esses municípios e a Comissão Intergovernamental para o Financiamento da Educação de Qualidade delimitou os critérios para o recebimento da complementação.

Ainda segundo informações do MEC, um sistema on-line está sendo montado e será disponibilizado para facilitar a inscrição de novos pedidos de complementação para o pagamento do piso nacional.


Da redação com informações do PB Agora

16 de junho de 2011

Ministério quer ampliar número de consumidores de cultura


O Ministério da Cultura apresentou ações e políticas culturais desenvolvidas pela pasta a secretários de cultura das capitais e municípios, durante o Fórum Nacional de Secretários de Cultura das Capitais e Regiões Metropolitanas discutidos desde ontem (15) em Brasília.

A secretária de Cidadania e Diversidade Cultural, Marta Porto, citou a inclusão de 30 milhões de pessoas no mercado consumidor cultural e afirmou o compromisso do ministério em formar cidadãos por meio das mais diversas áreas da cultura.

"Precisamos ir além dos 30 milhões de consumidores, precisamos pensar outras questões que estão diretamente ligada a nossa cultura, como por exemplo, o fato de sermos o terceiro país em homicídios de jovens negros”.

A preocupação em relacionar a cultura com áreas como a ambiental, a econômica, e a social também foi discutida. Outras ações como a implantação de seis bibliotecas em terreiros e quilombos em conjunto com a Fundação Biblioteca Nacional, a elaboração de políticas específicas para os povos tradicionais, como os indígenas, e ainda, um estudo sobre a diversidade cultural instalada nos seis biomas reconhecidos pelo Ministério do Meio Ambiente, foram apresentadas e sugestões sobre como colocar essas ações em prática nos municípios foram ouvidas.

Para o secretário de cultura de Laranjeiras, em Sergipe, Irineu Fontes, o fórum é de fundamental importância, não só para a exposição de trabalhos feitos pelo ministério, mas também para a cultura regional de cada município. "Nós temos em Laranjeiras 23 grupos folclóricos, e isto talvez seja o maior número do país em uma única cidade", ressaltou.

Para Pedro Vasconcelos, secretário municipal de São Leopoldo, cidade de colonização alemã na região metropolitana de Porto Alegre, o encontro serve para a retomada do relacionamento com o governo federal, uma vez que o encontro é o primeiro feito com a nova gestão da ministra Ana de Hollanda.

Ele disse estar empolgado com a atual cena cultural e com os rumos que a cultura nacional está tomando. "Talvez a cultura brasileira nunca tenha tido tanta importância e lugar como está tendo hoje em dia".

AGÊNCIA BRASIL

Luciano Cartaxo e Anselmo Castilho vão ao MP e pedem que procurador entre com Adin para garantir autonomia da Defensoria Pública


O deputado estadual Luciano Cartaxo e Anselmo Castilho, advogado do Partido dos Trabalhadores (PT) na Paraíba, tiveram audiência, hoje (16), com o procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Vale Filho. O objetivo da reunião foi solicitar que o Ministério Público encaminhe uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) para garantir a autonomia funcional e administrativa da Defensoria Pública.
A visita ao Ministério Público aconteceu em virtude de deliberação do partido, que já aprovou resolução autorizando a dar entrada na Adin, caso não haja resposta positiva por parte do procurador-geral. Oswaldo Trigueiro declarou estar fazendo estudos técnicos do pedido e afirmou que deve dar um parecer sobre o tema até a próxima semana.
“É essencial garantir à Defensoria a prerrogativa de ser autônoma em seus atos administrativos, funcionais e financeiros e, por isso, estamos empreendendo todos os esforços no âmbito do Poder Legislativo para que este direito constitucional daquela categoria seja, de fato, referendado”, afirmou Cartaxo.
No dia 29 de maio, o deputado estadual Luciano Cartaxo apresentou um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) para inclusão da Defensoria Pública na lista dos órgãos que podem elaborar sua própria dotação orçamentária. A medida quer assegurar o cumprimento do artigo 144 da Constituição do Estado da Paraíba e pede a inclusão dos termos “Defensoria Pública” nos artigos 171 e 172 da lei, modificação que ajudaria a garantir a prerrogativa legal de autonomia funcional e administrativa do órgão.
Duas das seis emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias 2012 (LDO) propostas por Luciano Cartaxo beneficiam a Defensoria Pública. A emenda 86 autoriza o órgão (juntamente com os ligados aos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e Ministério Público) a realizarem concursos, determinando, ainda, que, quando não houver dotação orçamentária, poderão ser criados créditos adicionais para este fim.
A emenda 92 diz que “os poderes Legislativo e Judiciário, o Ministério Público, o Tribunal de Contas do Estado e a Defensoria Pública terão como limites para elaboração das respectivas propostas orçamentárias a participação relativa das despesas vinculadas a cada um desses poderes ou órgãos em relação à receita corrente líquida dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, deduzida das Transferências Voluntárias” e traz detalhamentos técnicos a respeito da questão.

DA REDAÇÃO POR TIAGO NUNES COM ASSESSORIA

Vendedor é morto a tiros no Bairro dos Novais


O vendedor de CD’s e DVD’s piratas, Clebisson Batista da Silva, 19 anos, foi assassinado a tiros no inicio da tarde desta quinta-feira, 16. o vendedor resida na rua Celso Novais, próximo ao campo Alvorada, e foi morto em frente a Escola Estadual Otávio Novais, no Bairro dos Novais.
De acordo com Cabo Edson, da VTR 1003, o irmão da vítima revelou que ele não era usuário de droga, nem tinha envolvimento com tráfico, por tanto não tem pistas de quem possa ter assassinato o vendedor.
Ainda segundo a Polícia, ele andava pela rua quando foi surpreendido por um homem de bicicleta que efetuou vários disparos, um deles atingiu a cabeça. Clebisson morreu na hora.

Wscom online

Adolescentes do sexo masculino têm mais chance de ter doenças cardiovasculares


Além disso, estudo mostra que o risco é maior entre os jovens mais pobres.

Um estudo conduzido pelo professor da Universidade Federal da Paraíba José Cazuza de Farias Júnior, em parceira com outros pesquisadores, avaliou a prevalência de fatores de risco cardiovascular em adolescentes. Níveis insuficientes de atividade física, hábitos alimentares inadequados, pressão arterial elevada, etilismo (consumo de álcool), excesso de peso corporal e tabagismo foram os itens investigados.

“Embora as manifestações clínicas das doenças cardiovasculares (DCV) sejam normalmente observadas na fase adulta da vida, há fortes evidências de que essas doenças podem ter início na infância e na adolescência. Além disso, a presença de fatores de risco nessa fase da vida, principalmente de forma simultânea (coocorrência), tem se configurado como um forte preditor de DCV na idade adulta”, explicam os pesquisadores em um artigo publicado em março deste ano na Revista Brasileira de Epidemiologia.

A investigação foi realizada com 782 adolescentes, de 14 a 17 anos, alunos do ensino médio no município de João Pessoa (PB). Os fatores de risco mais prevalentes foram: níveis insuficientes de atividade física (59,5%) e hábitos alimentares inadequados (49,5%).

Além disso, os resultados mostram que “pressão arterial elevada, etilismo e excesso de peso” foram mais prevalentes no sexo masculino, enquanto níveis insuficientes de atividade física predominaram no sexo feminino. Cerca de 10% dos adolescentes não apresentaram nenhum fator de risco, e 51,4% apresentaram dois ou mais fatores de forma simultânea.

“Os adolescentes do sexo masculino e aqueles que pertenciam aos estratos econômicos mais pobres tiveram maiores chances de apresentar um ou mais fatores de risco biológicos”, ressaltam os autores.

Da redação por Tiago Nunes com informações da Agência Notisa