25 de maio de 2011

Solte a voz! Mas cuide dela



A voz é a forma mais eficiente de se expressar, mas também pode ser um importante fator de constrangimento quando ela não condiz com nosso tipo físico. Um homem com uma voz muito fina, por exemplo, precisa lidar, frequentemente, com o preconceito e as brincadeiras de mau gosto. Esse tipo de situação causa insegurança tanto na vida pessoal quanto na profissional.

Entretanto, atualmente já existem cirurgias específicas que corrigem problemas vocais e conseguem mudar a característica da voz. Segundo o otorrinolaringologista Mar-celo Alfredo, do hospital e maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André (SP), cerca de 40% de seus pacientes chegam ao consultório queixando-se de problemas vocais. “A maioria possui uma vida profissional ativa e precisa da voz para trabalhar e até mesmo para se impor.

As chamadas fonocirurgias são muito procuradas, por exemplo, por jovens executivos, que cada vez mais cedo ocupam lugares de destaque e ainda possuem uma voz pouco madura”, afirma o médico. Existem ainda patologias, como pólipos, nódulos ou cistos nas cordas vocais que causam distúrbios e podem ser tratados com cirurgia.

A professora de inglês Nahila de Castro, de 48 anos, resolveu procurar um especialista após notar que sua voz estava cada dia mais rouca. Depois de alguns exames, foi detectado um cisto na corda vocal e o especialista indicou a cirurgia. Ela logo aceitou, pois profissionalmente a voz é sua principal ferramenta. “Esperei as férias para fazer a operação, pois precisei ficar sem falar por alguns dias. Fora isso, não senti nenhuma dor nem durante o procedimento nem no pós-operatório e a minha voz voltou a ser o que era”, conta.

Apesar dos bons resultados, o especialista alerta que este tipo de cirurgia deve ser proposta após um cuidadoso exame de voz e quando forem esgotadas todas as medidas, como tratamento clínico, com repouso vocal e fonoterapia. A maioria dos procedimentos é feito com anestesia local e durante o pós-operatório o paciente deve manter repouso vocal total por 5 dias, além de ter um acompanhamento de um profissional de fonoaudiologia.

Da redação por Tiago Nunes com Raquel Maldonado da Folha Universal

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