20 de maio de 2011

Perguntaram ao coronel: “Por que não existem policiais nos postos dos bairros”?

Por: Redação/Genildo Alves



Com dissemos em matérias anteriores, na reunião do Fórum Municipal de Segurança Pública, as mais três horas de discussões foram pouco tempo para o que precisaria ser dito.
De um lado, a classe empresarial queria providências e ‘respostas’ para tantos assaltos em Campina Grande. Do outro, autoridades policiais tentavam explicar os porquês dos questionamentos, embasando-se em números, dados concretos e, vez por outra, na realidade nua e crua.
Foi assim, por exemplo, que o comandante do 2º BPM, tenente-coronel João da Matta [foto], se posicionou quando ‘provocado’ pela mesa.
Apresentou estatísticas positivas nesses cinco meses, lembrou que o Centro da cidade, hoje, conta com policiamento ostensivo mais estratégico e foi duro – ou melhor, realista – ao falar sobre as dificuldades que os policiais enfrentam ao longo de décadas no país e no estado.
Questionado “por que não existem policiais em vários postos espalhados pela periferia da cidade?”, o comandante não fugiu ao tema nem maquiou a realidade.
- Não existe porque, muitas vezes, aos nossos policiais são oferecidos espaços piores do que uma pocilga. Eu já visitei alguns desses ‘postos’ e não consegui passar cinco minutos lá. Então, não podemos exigir que um policial trabalhe num lugar desses. O policial também é humano – disparou João da Matta.
Um bom exemplo foi a cabine de fibra que existia na Praça da Bandeira, bem no Centro de Campina, onde só cabia um policial em pé. “Ali dentro fazia um calor infernal”, disse o coronel. A cabine foi substituída por uma unidade móvel.
Dias melhores
Em que pese as dificuldades arroladas, o comandante disse acreditar que essa conjuntura sofrerá mudanças profundas num futuro breve, tendo em vista as ações governamentais que, na opinião dele, “estão no caminho certo”.
- Este governo tem tido a coragem de tomar decisões difíceis, mas que são necessárias para a segurança. Eu acredito que nós vamos chegar lá – arrematou João da Matta.   
Grifo nosso
Enquanto jornalista atuante por alguns anos (e bem antes de pensar na idealização deste site), participamos de várias reuniões semelhantes à da última terça-feira. Em quase nenhuma delas, vimos comandantes revelarem, com ética e sem maquiagem, as dificuldades enfrentadas pelos policiais.
O governo acertou na escolha. E o 2º BPM está em boas mãos.

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