14 de abril de 2011

Temporada de Paixões começa na Paraíba


A partir desta sexta-feira – que antecede a Sexta-feira Santa – a Paraíba começa a ser tomada por paixões, ou melhor, por encenações das Paixões de Cristo. São várias, desde as Paixões da Capital até as do sertão paraibano.
“Divino Calvário” no Ponto de Cem Réis
No Ponto de Cem Réis, centro da Capital, será encenada a partir da próxima semana – de sexta a domingo – a Paixão de Cristo montada pela Fundação Cultural de João Pessoa – Funjope. Este ano, a direção é de Marcos Pinto, do GECA – Grupo Experimental de Artes Cênicas – em parceria com a Trupe Arlequim. A assistência de direção de "O Divino Calvário" é de Walter Olivério. Também fazem parte da equipe Kalline Brito (produção), Diocélio Barbosa (preparação circense), Joyce Barbosa (coreografia), além do compositor e regente Eli-Eri Moura (direção musical).

A vida de Jesus contada em linguagem poética, por meio da dança, do circo e da música vai ser o fio condutor de "O Divino Calvário". O espetáculo da Paixão de Cristo 2011 será encenado de 22 a 24 de abril, no Ponto de Cem Réis. Serão duas sessões por noite, sendo a primeira às 19h e a segunda às 21h.
"O Divino Calvário" é uma adaptação do drama sacro "O Mártir do Calvário", do teatrólogo português Eduardo Garrido, escrito em meados do século XIX. O texto era um dos mais encenados pelas trupes e companhias itinerantes de circo e teatro da década de 50 do século passado.

Na Paixão de Cristo 2011, o elenco vai interpretar os últimos momentos de vida e crucificação de Jesus Cristo, interagindo com o público. O espetáculo traz uma nova roupagem da história mais conhecida do ocidente. A proposta é apresentar uma encenação poética entre o real expressionista e o imaginário minimalista.
A peça foi concebida em três atos, com dança, circo e música. Tudo isso é distribuído dentro do universo ibérico e nordestino. Os momentos distintos do nascimento e morte de Cristo são diferenciados pelas cores, figurinos, gestual e ritmos. O resultado é a dualidade de sensações.
Estrutura
A organização do evento vai disponibilizar arquibancadas com capacidade para 2 mil pessoas. Assim, o público estimado para o total de seis sessões, realizadas durante os três dias de evento, é de 12 mil espectadores. A entrada é franca e por ordem de chegada, sem convite prévio.

PELO INTERIOR
A encenação da Paixão de Cristo também é tradição no interior do Estado. Praticamente todos os municípios paraibanos realizam suas Paixões, seja nas Igrejas, Associações Comunitárias, Escolas ou em praça pública.
Em Cabedelo, por exemplo, a Paixão de Cristo é tradicionalmente encenada durante a Semana Santa no Forte de Santa Catarina. O mesmo acontece em cidades como Pocinhos, que faz encenação ao ar livre, e em Alagoa Grande. No sertão do Estado, cidades como Cajazeiras mantém a tradição de encenar a vida, morte e ressurreição de Cristo nesta época do ano.

FOCOPB e PORTAL CORREIO

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