13 de abril de 2011

Sem refeitório no CT, corintianos recorrem a pf com comida caseira

Enquanto o refeitório no CT Joaquim Grava não fica pronto, os jogadores do Corinthians buscam alternativas para almoçar. A nutricionista Cristine Neves preparou um cardápio individual para cada atleta, no qual orienta esposas, mães ou empregadas que preparam as refeições.

A eliminação precoce na Copa Libertadores fez com que o time alvinegro ganhasse semanas inteiras de treinamento. Nas quartas-feiras, por exemplo, os treinos ocorrem em dois períodos. Após a atividade pela manhã, os jogadores são liberados e retornam à tarde. A maioria vai para casa almoçar, pois mora no bairro do Tatuapé, próximo ao centro de treinamento.

Outros buscam restaurantes na zona leste. O mais famoso é o Bar da Linguiça III, que fica a aproximadamente cinco minutos do CT. Ralf e Dentinho já estiveram no local, que oferece opções de ‘PF’, ou prato feito.

“Já faz uns três meses que eu não vou. Eu ia lá com os seguranças do CT para ficarmos conversando”, revelou o volante Ralf. “Mesmo assim, procurava cumprir as recomendações da nutricionista. Hoje almoço mais em casa mesmo.”

Cristine Neves, ao ser questionada pela reportagem do UOL Esporte sobre a opção de alguns atletas de comer fora de casa, demonstrou certa irritação. “É meio difícil ter 100% de controle da orientação que é feita. Tenho também que confiar que eles estão seguindo. Se eles vão ao restaurante X ou Y é difícil. Não posso ficar controlando a vida pessoal.”

A nutricionista aguarda a construção do restaurante no CT, cuja previsão de entrega é o segundo semestre de 2011. Atualmente, elogia a condição física do elenco.

“Se for ver pelas avaliações, todos estão dentro do que a gente prevê, sinal de que estão seguindo o que a gente prescreve. Lógico que quando tiver refeitório teremos um recurso maior e uma qualidade cada vez maior”, observou Neves.

“É feita orientação para as esposas, já é direcionado a elas. Em casa quem cozinha são elas, mas eles também se importam sobre o que está acontecendo. Deixo meu contato para elas, e o acesso é livre. É uma equipe sem problemas”, finalizou a profissional da comissão técnica.

Já o pessoal do Bar da Linguiça III conta que a presença dos ilustres corintianos atrai a atenção dos clientes. “O assédio não era muito grande, mas as pessoas queriam tirar foto, os próprios garçons mesmo”, afirmou Edipo Silva Mendes, sobrinho do dono. “Geralmente vem o pessoal da comissão e quem trabalha no Corinthians.”

UOL

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