12 de abril de 2011

RC afasta rompimento com Cássio e diz que vai estar com ele nos palanques de...


O governador Ricardo Coutinho (PSB) declarou ontem que a relação construída com o ex-governador Cássio Cunha Lima não foi nem de longe abalada com a possibilidade do tucano assumir mandato no Senado Federal.
 
Ele reafirmou uma relação política consolidada e uma relação humana de cumplicidade e respeito. “Naturalmente estaremos juntos nos palanques de 2012. Não costumamos ser pouco inteligentes”, declarou Ricardo, que está hoje em Campina Grande sem Cássio.
 
“Ele (Cássio) me passou uma mensagem dizendo que não poderia ir e brincando: Eita vão dizer que a gente rompeu..rsrs”, contou.
 
Abaixo, outros trechos da entrevista de ontem ao Conexão Arapuan:

Maranhão – “Não sei qual é o melhor lugar para Maranhão. Eu tenho que trabalhar. Eu não criei nenhum tipo de legislação que ultrapassou limites. Eu não fiz em dezembro R$ 1 bilhão de gastos. O fatal foi dezembro. Gastar 24% de todos os gastos anuais num único mês. Agora, nós estamos saindo disso. Eu estou com a CAF para poder continuar com o CAF II, estou dialogando com o BNDES. Nesse ano vamos colocar mais de R$ 20 milhões na micro economia. Nós estamos investindo em alguns setores que são importantes. Estamos estimulando a Paraíba”.

Satisfeito com os 100 dias? – “Nós somos frutos das circunstâncias reais e concretas, se no mês de dezembro houve um empenhamento de R$ 1 bilhão, num único mês. Eu não tinha esse dado. Eu queria esse conhecimento. A seguridade democrática garante isso. No mês de março quando eu sai de João Pessoa não teve um funcionário a mais, veja a folha como estava e como ficou. Eu não me darei direito a absolutamente a nada que possa trazer prejuízos ao estado. Mas estou dando conta das coisas, apesar de que gostaria de fazer uma série de coisas mais”.

O senhor se arrepende? – “Eu não sou de me arrepender, eu assumo as responsabilidade, eu olho para frente. Mas claro que se você for pegar anos de uma gestão, sabendo quais seriam os resultados, é natural que eu gostaria de poder melhorar”.

Mudança de secretariado – “Eles foram alterados por várias razões, primeiro porque eu me dou o direito de fazer alterações de apostar em mudanças. Afinal, a responsabilidade pelo que avança ou não avança é minha. O problema é meu. Sinto-me nessa condição para poder sinalizar uma coisa que é fundamental: a equipe está a serviço de uma causa. Isso tem um conteúdo que é importante que as pessoas compreendam. Mas o secretário de educação e saúde eu não gostaria de ter mudado, não estava nos meus planos. Realmente foram acometidos por uma questão de saúde e saíram. No caso da administração penitenciária saiu porque houve discordância interna. Não dá para ter esse tipo de comportamento. Eu os mudei de posição porque são dois companheiros importantes. Um aceitou, que foi Dênis. Que foi para a secretaria de municipalização. O outro Dr. Formiga, uma pessoa esforçada, até agora não deu uma resposta. Na verdade eu tive uma conversa com ele, mas ainda não estou autorizado para torná-la pública. Isso é muito claro. Dentro do governo que eu governo não tem feudos”.

Votação do remanejamento de Camará –“(Os deputados) vão (aprovar) sim (na Assembleia Legislativa), por uma razão simples: porque não tem dinheiro em Camará. Camará está sub sudic. Tirei R$ 5 milhões para aplicar na manutenção de barragens e R$ 7 milhões para aplicar numa obra importante para o estado, o Centro de Convenções. Só para reconstituição do muro de camará são R$ 29 milhões. O governo já disse qual é a sua posição. O governo tinha três alternativas para o Brejo, a barragem de Manguape, onde o dinheiro estava pré-selecionado, mas faltava projeto, licenciamento ambiental, faltava tudo. Desde que assumi eu solicitei a Cagepa e a secretaria hídrica que fizesse estudos da área , foi constatado que era uma água salobra. Eu acho que a AL deveria e pode votar por unanimidade. Para poder aprovar um remanejamento temos maioria para colocar uma parte na barragem e outra no centro de convenções”.

Segurança Pública – “Não estou satisfeito, a nossa meta é reduzir bastante os crimes letais que estão diretamente ligados com a questão dos entorpecentes e dos presídios. A violência não surge de nada. Os quatro últimos anos a curva ascendente é de 25%. Nós vamos encerrar o ano com uma curva menor do que essa, porém ainda ascendente. Existiam duas equipes para homicídio para região metropolitana de JP, já estamos com sete. Existia uma equipe para entorpecentes. Nós já ampliamos para três ou quatro nesse momento, mas vamos ampliar mais com a absorção dos concursados. Nos homicídios patos e cg caiu, mas a região metropolitana de João Pessoa é responsável por esse aumento. As policiais têm trabalhado uma situação difícil, uma situação financeira que não está no mínimo aceitável. Eu quero nesses 90 dias colocar as três primeiras gerências integradas da polícia pública. Policia militar e civil, juntas, em mandacaru, cristo, e de manaíra até o bessa. É o que em alguns cantos se chama de polícia cidadã. E a partir disso nos vamos avançando”.

Concursados – “No que se refere a pessoal, no dia 21 de abril eu quero nomear um terço dessas pessoas (turma de policiais). Daqui a três meses mais uma parte e depois de três meses outra. Por uma razão simples: o estado está esgotado. É um interesse legítimo (que os concursados queiram ser chamados), justo, mas o interesse de uma pessoa não pode passar acima do interesse maior. Nossos quadros se brincar 30% já está próximo de se aposentar, é desesperador. Nesses próximos dias vou começar formar a guarda militar da reserva. Assim, o policial da reserva volta à guarda patrimonial e de presídio e vamos ter mais homens e mulheres disponíveis na rua. Na policia civil não podemos contratar todo mundo agora. Mas já chamei professor de filosofia e sociologia. Já coloquei, por ordem judicial, o pessoal da saúde, vou colocar o pessoal da polícia civil”.

PEC 300 – “Tenho uma boa relação com Polícia Militar e a Polícia Civil, o que as pessoas não admitem é serem enganadas. A época da enganação de fazer alguma e depois ali na frente fazer outra passou. Em todos os cantos que eu vou se tem uma tropa eu vou conversar. Trocar idéias e explicar e combinar alguma coisa. Todos os policiais sabem que essa PEC 300 foi uma profunda farsa. Nenhum estado do Brasil tem capacidade de assumir uma isonomia como Brasília, porque Brasília quem paga é a União. Eu vi muito engravatado da política fazer aqui o maior discurso e lá no congresso nacional não dizer nada quando a lei saiu de pauta”.

Secretário Claúdio Lima – “Cláudio lima sabe o que faz, trabalha com isso, participou de um processo extremamente importante. Pernambuco tem sido, ao longo desses anos, uma referência importante no Brasil. Diminuir os índices de criminalidade em 38% é um trabalho importante. O secretário está estruturando a concepção de como funcionar a segurança pública dentro de condições muitos limitadas porque não temos recursos. As delegacias não têm uma rede intranet, para que ao mesmo tempo que esteja ouvindo uma pessoa essa pessoa esteja sendo pesquisada. E o secretário Claudio tem a minha compreensão. Ele foi chamado para o espírito santo, nós disputamos o passe dessa pessoa. Essa curva (da criminalidade) vai começar a baixar a partir do sexto mês com a implantação da gerência integrada da segurança. Mas garanto, se eu tivesse R$ 10 milhões eu investiria todo em segurança”.

Segunda turma da Polícia civil – “É preciso ver cada coisa no seu tempo, porque o estado não tem capacidade. Nesse planejamento (de agora) ainda não está sendo possível colocar oito meses, nove meses adiante, apenas o que eu já falei”.

Política Salarial – “Política salarial por enquanto nenhuma. O que eu digo é uma coisa muito séria, recuperar a possibilidade de ter reajuste passa pelo equilíbrio do estado. O estado só pode pagar aquilo que arrecada. Mas quero projetar um aumento em que o estado comece a recuperar as perdas passadas dos funcionários. Eu fiz isso em João Pessoa. O professor do município ganhava menos que o professor do estado, agora não. Mas eles só viram perceber que o poder aquisitivo deles era muito maior que era no início depois de quatro anos. Nós estamos num momento muito delicado da vida do estado. É bom lembrar que se não tem Estado não tem servidor, se o Estado quebra não tem servidor. Nós estamos tomando essas medidas para que assim quem agente entre na legalidade fiscal possamos conversar com todas as categorias. Não posso chegar aqui e dizer que vou dar reajuste porque a legislação não permite. Durante o decorrer desse mandato os professores e policias vão ter um potencial de poder aquisitivo muito maior do que eles têm hoje”
Luís Tôrres com Paraiba.com.br

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