14 de abril de 2011

Promotoria constata irregularidades no hospital São Vicente de Paulo e em unidades do PSF

Medicamentos vencidos, ambientes improvisados, falta de médicos e enfermeiros, lixo, problemas de climatização e superlotação. Esses foram alguns dos problemas encontrados, nesta quinta-feira (14), no Hospital São Vicente de Paulo e nas Unidades do Saúde da Família do Distrito Mecânico I e II pela Promotoria de Justiça da Saúde da Capital e pelos Conselhos Regionais de Medicina, Farmácia, Odontologia, Enfermagem, Engenharia e Arquitetura, Serviço Social, Nutrição e Vigilância Sanitária.

De acordo com o promotor de Justiça da Saúde, João Geraldo Barbosa, no hospital filantrópico, os 12 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) estavam ocupados e a equipe, desfalcada.

“As normas técnicas do Ministério da Saúde determinam que deve haver um médico para cada dez leitos de UTI, uma enfermeira para cada cinco leitos e um técnico de enfermagem para cada três leitos. Apesar disso, o hospital só dispunha de um médico e de uma enfermeira para atender os 12 pacientes”, comparou.

Na emergência do hospital, o número de médicos e enfermeiros também é insuficiente. “Constatamos que havia apenas um médico para atender 30 pacientes da emergência”, disse o promotor.

Saúde da Família

Nas unidades da Estratégia Saúde da Família do Distrito Mecânico I e II, a equipe de inspeção constatou a falta de vacinas desde o dia 28 de março. Segundo a direção, o serviço foi desativado porque a geladeira apresentava problemas.

“Em razão disso, a insulina vem sendo mensalmente encaminhada pelo Distrito Sanitário em isopores para que seja distribuída no mesmo dia aos pacientes, que também têm que trazer seus próprios isopores para transportar o medicamento para casa”, explicou o promotor de Justiça.

A farmácia das unidades também não tem climatização adequada, o que compromete a eficácia de todos os medicamentos.

No PSF do Distrito Mecânico I só havia um autoclave para esterilizar os materiais odontológicos e de enfermagem. Já no II, não há médico e o consultório odontológico estava desmontado, pois desde dezembro de 2010 está desativado.

Do Paraiba On Line

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