19 de abril de 2011

Existem Sim: Os Zumbis podem estar mais próximos do que você pensa





Você os viu se arrastando em filmes, comendo cérebros em livros e há boatos de que certos cultos de vodu conseguem transformar pessoas em zumbis. Mas, mais do que lendas e boatos, há uma síndrome que faz com que pessoas realmente se comportem como essas criaturas das histórias de horror.

Conhecida como “alucinação de Cotard” ou “síndrome do morto-vivo”, o distúrbio mental foi primeiramente descrito pelo neurologista francês Jules Cotard em 1882. A doença está conectada com depressão e, em alguns casos, danos cerebrais. Acredita-se que seja um distúrbio similar à alucinação de Capgras. Na Capgras, uma má ligação na área do cérebro que reconhece os rostos faz com que os pacientes acreditem que seus entes queridos sejam impostores.

Nos que sofrem com Cotard os problemas cerebrais os impedem de reconhecer a própria face, fazendo com que os pacientes passem a acreditar que estão mortos. E, em casos mais avançados, os pacientes não acham que estão “só” mortos, mas acreditam que estão apodrecendo e cheirando mal, ou que alguns órgãos e sangue estão faltando.

Em 2008, foi relatado o caso de uma mulher filipina de 53 anos que disse para sua família que estava morta, que sua carne estava apodrecendo e cheirando mal. Ela implorava para ser levada a um necrotério para ficar com outras pessoas mortas, onde devia.

Em outro caso, de 2008, uma dona de casa grávida de 28 anos, na Índia, ficou depressiva, passou a acreditar que seus órgãos interiores estavam putrefatos e que ela não tinha mais coração.

Os pacientes são tratados através de remédios e de ECT (terapia eletroconculsiva) e, eventualmente, pararam de achar que eram verdadeiros zumbis.

Caso você esteja curioso sobre as maldições de vodu de zumbis, comuns no Haiti, a história é bem diferente. As pessoas normalmente faziam isso nos séculos XVIII e XIX – mergulhavam as vítimas em uma mistura de peixes apodrecidos e depois as enterravam vivas, para que acreditassem que fossem zumbis. Atualmente, usa-se drogas para manter as vítimas em um estado de semi-consciência mas, normalmente, o motivo não é religioso – as pessoas são usadas como escravas em campos de trabalho forçado.

Blog Mari Fuxico 

Nenhum comentário:

Postar um comentário